segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Meditação, Lucidez e Iluminação


Só conseguimos perceber e sentir a vida de forma saudável quando estamos centrados no presente, em contato com a realidade. Estar no passado não nos permite sentir as emoções de vida provenientes de tudo o que está acontecendo no presente. Estar no futuro não nos permite perceber a vida fluindo. Em conseqüência, é não estar aproveitando a experiência humana.

O passado e o futuro não existem. Um já passou e acabou. O outro ainda não aconteceu. Ambos são ilusões, perda de tempo, perda de energia.

O passado é uma lembrança que trazemos para o presente e nos faz reviver todas as emoções provenientes dela, agradáveis ou não. Trata-se de apego, marasmo mental.

O futuro fala de conjeturas, castelos mentais, construídos pelo medo ou desejo que criamos em função do que tememos ou aspiramos. Trata-se de uma PRÉ OCUPAÇÃO. Desperdiçamos nossas energias com emoções antecipadas de algo que não existe ainda, e que nem mesmo há certeza de que acontecerá.

O presente é real e representa a somatória de tudo o que criamos ao longo da vida. O futuro será portanto, uma conseqüência da maneira como vivemos cada minuto do nosso presente.

Os pensamentos representam importante função em nosso mundo interno. A nossa maneira de pensar faz com que nos identifiquemos com ela, e direcionemos nossa energia para aquela finalidade. Aqui reside a importância de mantermos o domínio sobre a mente, e de não permitirmos que os pensamentos nos dominem.

A mente é passiva, mas se não a dominarmos, ela nos domina. A força ativa do pensamento ocorre sobre nós porque nos tornamos passivos mentalmente, quando permitimos que o meio em que vivemos nos causem forte impressão. Toda vez que nos impressionamos com algo, aumentamos seu valor, e agimos de maneira condizente a essa supervalorização.

Quando dominamos nossa mente, colocando ordem e disciplina nos pensamentos, passamos a dar maior atenção ao que estamos fazendo, e com isso percebemos cada instante de nossa vida, sentindo as menores nuances das sensações internas.

Quando atingimos este estado de lucidez, estamos inteiros e presentes a cada momento. Somos capazes de estar no aqui e agora, e não sermos influenciados pela nossa mente, nem pelo meio ambiente. Esse estado permite mantermos um bom relacionamento com a realidade da vida. Isso é o que verdadeiramente chamamos de viver a vida, pois estamos ligados a ela, notando-a, sentindo-a e verdadeiramente vivendo-a.
Se estivermos muito ligados ao mundo psíquico, grandes detalhes do dia a dia passarão desapercebidos e deixaremos de notar até mesmo os bons momentos que estão acontecendo, pois estamos sonhando com eles e não vivendo-os.

Quando estamos em equilíbrio interior, acontece uma harmonia com a expressão, a mente e os sentimentos. As emoções fluem normalmente, o prazer é sentido nas devidas proporções, a alegria sem euforia. Assim sendo, todas as sensações agradáveis serão prolongadas e curtidas por mais tempo. Sem desequilíbrios.
Ao atingirmos essa fase, podemos afirmar que estamos no centro. Estar centrado é ter condições e estrutura emocional e psicológica adequadas para direcionar positivamente as experiências de vida.

Desde que nascemos nossa mente recebe e grava impressões questionáveis como: Eu mereço? Eu consigo? Estou preparada? Essas atitudes dissipam nossas energias e nos mantêm sempre distantes dos nossos mais puros anseios.
Para superar, devemos agir no presente, que é a única realidade tangível, e concentrar nele o raio azul da fé: eu creio, eu mereço, eu posso, estou preparada, eu sou divinamente poderosa!

Por Conceição Trucom
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

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