sábado, 28 de junho de 2014

Respeite-se


Quantas vezes nos sentimos desrespeitados?
Quantas vezes nos desrespeitamos para não faltar com o respeito ao outro?

Cada vez mais nos vemos na necessidade de agradar a um mundo cada vez mais gigantesco: temos que agradar à família, aos amigos, às minorias, agradar no trabalho, respeitar os dogmas e valores da religião...

Todos estes mundos nos propõem muitas representações: por vezes distorcidas, contrárias às nossas vontades.

Além desses mundos, temos hoje a necessidade de agradar a um mundo cada vez mais concreto: o da comunicação.
Sim, talvez o mundo mais real de todos os que vivemos atualmente.
Precisamos nos desrespeitar em nosso momento de lazer e recolhimento para nos linkarmos nos acontecimentos que estão ocorrendo no mundo da comunicação desenfreada sem hesitação.

É, literalmente, muita luz para pouca visão, muita informação pra pouca condição de processar.
Sim, continuamos apenas seres humanos tendo que nos comportar como máquinas que processam informação durante as 24 horas do dia.

Muitos de meus pacientes que estão produzindo este auto-desrespeito e vivem plugados no MSN, Orkut, Twitter, Facebook e etc, estão se queixando de tensão, insônia, angústia e uma sensação de auto-agressão quando não estão colados em algo ou alguém, buscando informação.
Eles tem a sensação de que em poucas horas ficarão para trás, perderam centenas de emails, dicas, rastros de vida.

Não me espantará se daqui há alguns meses passe a existir esta nova modalidade de angústia existencial: a angústia de “não é comigo, mas eu preciso saber de tudo porque, no fundo, não vivo minha própria vida e minhas próprias sensações.”

Marcelo Bonachela
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

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