terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Zen: O Caminho do Paradoxo

"...A vida é paradoxal e o Zen é um simples espelho-reflexo da vida. Zen não é uma filosofia. As filosofias nunca são paradoxais, filosofias são muito lógicas - porque filosofias são construções mentais. O homem as faz. Elas são fabricadas pelo homem. Elas são feitas pelo homem, sob medida, logicamente organizadas, dispostas confortavelmente para que você possa acreditar nelas.

Todas as partes que vão contra a construção foram retiradas, erradicadas, jogadas fora. Filosofias não refletem a vida como tal - elas são escolhidas a partir da vida. Elas não são matérias-primas, elas são construções da cultura.
O Zen é paradoxal porque não é uma filosofia. Zen não está preocupado com o que a vida é. Zen considera que tudo deve ser refletido como é. Não se deve escolher - porque no momento em que você escolher, torna-se falso. Escolha traz inverdade. Não escolha, permaneça sem escolha - e você permanece fiel... Zen não é uma filosofia. Zen é um espelho. É um reflexo do que é...

Esta paradoxalidade é a própria natureza em si - dia e noite, verão e inverno, Deus e o Diabo estão juntos. O Zen diz que se você diz que Deus é bom, então, surge um problema depois: de onde vem o mal?

Isso é o que as religiões têm feito - cristianismo, islamismo, judaísmo, separaram Deus e o Diabo. O mal vem do diabo e tudo de bom vem de Deus. Deus quer o bem. Mas de onde é que vem o Diabo?

Então, eles estão em apuros e, finalmente, eles têm que admitir que Deus criou o Diabo também... Se o Diabo também é criado por Deus, então, Deus permanece a assinatura única da existência, então Deus continua a ser o único autor.

Então, tudo o que está acontecendo está acontecendo através dele - e ele é paradoxal. Isso é o que o Zen diz: Deus é paradoxal, tão paradoxal quanto a própria existência. Deus não é nada, mas um outro nome para a existência, para a totalidade da existência.

Depois de entender isso, a paradoxalidade, um grande silêncio surge em você... Zen traz grande saúde para a humanidade. Ele diz que você é ambos. Aceite ambos. Não negue, não escolha; aceite ambos. E nesta aceitação há uma transcendência, eis o que um homem sagrado é, - nem bom, nem mal, ou ambos... E quando uma pessoa é ambos, consciente de ambos, os opostos se anulam.

Apenas tente entender isso, é uma das chaves mais fundamentais. Quando você aceita tanto o bom como o ruim e você não escolhe, o mau e o bom se anulam, o negativo e o positivo se anulam. De repente, há silêncio, não é nem bom nem ruim, é apenas a existência, sem julgamento.

Zen é não-julgamento. É não-condenação. É não-avaliação. Ele lhe dá a liberdade absoluta para ser".
OSHO - Zen: O Caminho do Paradoxo

Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

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