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sábado, 1 de novembro de 2014

Pensar e Tolerar


Se aquilo que você defende está acima do amor ao próximo, então você está a um passo do fanatismo. Acredite no que quiser, defenda o que quiser, mas não torne isso mais importante do que a fraternidade, o bom senso e o respeito ao próximo. Não digo respeito a ideias, mas a indivíduos. Ideias podem ser questionadas — e devem ser —, podem até ser atacadas objetivamente, pois são apenas abstrações, entretanto as pessoas que carregam tais ideias não podem ser alvos. Confundir opiniões com opinantes, transformando estes em inimigos é começar a perder a razão, o argumento e o respeito de qualquer indivíduo pensante.

Todos temos pontos de vista distintos, todos vemos a vida de uma forma diferente, amparados ou não por alguma filosofia, e isso não define o nosso caráter. A influência se faz notável, entretanto não é o eixo em torno do qual nossas convicções giram. Ao contrário, pois as interpretações de um conceito em comum são sempre inerentes a cada pessoa. Se assim não fosse, não existiria individualidade. E justamente por haver individualidade é que não se pode tornar geral determinado aspecto comum a certa pessoa. Se um religioso é de certa maneira, não significa que todos o sejam, por exemplo. E isso vale para qualquer característica coletiva.

Há pessoas que definem os outros e a si mesmas de acordo com uma visão limitada do círculo no qual se encontram, e isso, além de um aspecto elitista, só serve para piorar os problemas advindos da atual segregação da sociedade. E quando essa visão limitada serve como impulso para ataques pessoais, visando o indivíduo e não suas ideias, estamos observando a intolerância — que para todos os meios sempre foi e sempre será irracional — de quem já não têm argumentos para defender as próprias convicções. E não há maior prova de imaturidade que atacar pessoalmente aquele que defende uma ideia, e não a ideia em si, simplesmente porque já acabaram os próprios argumentos.

O mundo está mudando e as pessoas estão aprendendo aos poucos a pensarem por si mesmas. Todavia enquanto ainda nos depararmos com indivíduos que preferem desejar ou praticar o mal a outrem ao invés de aceitar as diferentes opiniões, os livres pensadores permanecerão no submundo de uma sociedade ainda desajuizada.

MARCOS KELD
Autor do Livro "Potencialidade Pura"
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cegos Guiando Cegos


Se você não parar para tentar entender a vida e a razão por detrás das coisas, sua passagem pelo mundo perde muito do seu sentido. Não me refiro a refletir sobre isso depois de ler a respeito em algum lugar ou de ouvir qualquer pessoa falar sobre o assunto. Eu falo de você sozinho, com seus próprios pensamentos, refletir sobre si e sobre a vida. Se você não fizer isso, provavelmente vai aceitar as ideias de terceiros como sua própria visão das coisas, quando o externo é que deveria complementar o que você já sente e entende por si mesmo.

Citando Lao-Tsé: "O homem correto age por uma lei interna, e não por mandamentos externos." Se você por si mesmo não conseguir enxergar o que é certo para você, outros irão lhe dizer o que enxergar e o que é considerado adequado, moral ou bom, quando tais conceitos são relativos e ninguém detém a verdade sobre os fatos. E o mundo está cheio de cegos guiando cegos. Faça do que vem de fora um ponto de referência para tentar explicar o que você está sentindo, mas não torne isso uma doutrina.

Marcos Keld
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Arte de Ser Diferente


Ser diferente é uma escolha feita apenas pelos fortes, que fazem tal escolha não por conveniência, mas pelo simples fato de complementarem aquilo que de mais verdadeiro têm dentro de si mesmos. E fazer isso exige força, exige uma vontade quase inabalável de buscar o sensato, conhecer o profundo e harmonizar-se por inteiro.

Ser diferente, e apreciar a própria diferença, enxergar a si mesmo do jeito que deveria ser, é se atrever a ir aonde ninguém jamais pisou: o cerne de sua percepção da realidade, tão pessoal e tão importante, que apenas sendo o que se nasceu para ser é que ela pode ser contemplada. Pois ninguém nasceu para ser igual a todo mundo, nascemos para sermos o que devemos ser, não importa o que seja.

Isso é andar contra a multidão, mas a favor da vida; isso é andar contra os hábitos comuns, mas a favor do justo; isso é pensar além do mundano, mas na medida certa. Isso é fazer valer a própria existência, pensando por si mesmo, agindo por si mesmo, superando a si mesmo, contemplando a si mesmo, sendo o melhor que puder ser, sem deixar de ser quem se é.

É preciso um coração valente, uma mente ajuizada para tanto. É preciso fazer valer-se, não seguindo o senso comum apenas porque todos estão fazendo. É encontrar aquilo que é mais sensato e compatível consigo mesmo, não importando o quanto se deva pagar por isso. Pois quando a verdade surge, para vislumbrá-la, por menor que seja o tempo em que se a contempla, qualquer esforço vale a pena.

Marcos Keld
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Não leve seu Ego tão a sério


A Criação não tem apegos, nem mesmo a si. Ela é abundante em gerar, mas também em destruir, pois não necessita realimentar-se daquilo já criado, uma vez que é constante e sempiterna. O ato de continuar a afirmação do que já está consumado gera permanência e, por conseguinte, conflito. E disso a Criação não sofre.

O ser humano então, como uma personificação da própria Criação, se deseja experienciar a vida de maneira abundante e liberta, deve agir em total desprendimento com relação a si mesmo e à sua segurança. O falso eu é parte de sua criatividade, portanto está consumado.

Comumente costuma-se afirmar de maneira persistente a existência do ego, mesmo através da negação. Em ambos os casos, na afirmação ou na negação, há uma realimentação da existência do falso eu, ainda que sendo subjetiva e não alheia ao próprio Ser. Logo, o falso eu se fortifica, mas em contrapartida o Eu Profundo se enfraquece, pois se afasta do centro.

O ego então não deve ser levado tão a sério. Sendo uma cria, deve-se deixá-lo como está, lançado à sua própria sorte, pois esse é o caminho da transformação pessoal e profunda. Dando-se atenção ao ego, de forma positiva por meio do egocentrismo, de forma negativa por meio do combate interior, ele perseverará.

Torne-se então alheio ao ego para que possa refreá-lo. Apenas no desapego a respeito de si mesmo é que o falso eu irá aos poucos deixar de estar presente. Logo, ele tornar-se-á impermanente, assim como todos os frutos da Criação. Uma vez que o Caminho é desprendido, assim deve ser também o homem.

Tudo o que permanece é inconstante, pois estanca. Tudo o que impermanece é constante, pois se move e se transforma. Assim é o Universo, assim é a Fonte, assim deverá ser aquele que anseia por liberdade.

Levar-se a sério é o caminho da permanência. Não há progresso, pois o espírito para e a matéria trava no psiquismo adoentado de outrora. Isso leva à prisão física. Logo, mesmo após a morte, há a permanência do ego e isso impede que o Ser procure novos ares, voltando ao ciclo da inconstância, do renascer inconsciente. Há então aqui um grilhão impedindo a verdadeira liberdade espiritual.

Superar a si mesmo é tornar-se incerto, espontâneo e desprendido. Esse é o caminho para a libertação das correntes físicas e da ilusão pessoal.

Marcos Keld
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Só Existe Evolução no Amor


Não pode haver evolução baseada no medo. As tecnologias avançam, o conhecimento da matéria avança, mas o ser humano retroage. À medida que a Ciência julga estar desbravando o universo, compreendendo do que é feito o mundo que nos cerca, ela vai perdendo as pequenas faíscas da verdade maior. Buscar entender o mundo sem antes entender a si mesmo é a principal "virtude" dos tolos.

Quem não conhece a si mesmo não pode sair da concha do medo. Não conhecer a si mesmo é estar persistentemente na insegurança do próprio Eu. Não existe saída desta concha enquanto esta incerteza estiver presente. E ela não pode esvair-se enquanto o indivíduo não conhecer a si mesmo.

A evolução é baseada na busca por novos horizontes. Mas ela não pode existir enquanto houver o peso do mundo sobre os ombros. O medo é este peso. Sem deixar o medo para trás, o ser humano não pode seguir adiante, não pode expandir sua consciência, não pode conhecer sua divindade e tornar-se aquilo que realmente é. Deste modo, viver com medo, consciente ou inconscientemente, é propagar a involução.

Pois o medo apenas consegue retroagir, encolher-se e contrair-se até que toda a vitalidade se desfaça por completo.

Apenas o amor pode construir a evolução, pois que ele sendo a própria identidade da perfeição, é o único capaz de nos guiar rumo a um novo horizonte. A evolução só pode existir dessa forma.

O medo é doença, portanto só pode destruir. O amor, ao contrário, é a própria fagulha que dá vida, portanto é o único meio de deixarmos para trás todos os nossos problemas, superando de forma pacífica a doença em nós mesmos.

Amar é o único caminho. Sem isso, não existe evolução.

Marcos Keld - Autor do Livro "Potencialidade Pura"
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

Crie Raízes na Vida


Observe a árvore. Ela se mantém firme e forte. Suporta os ventos, as chuvas, os verões e os invernos. Mantém-se verdadeira e pura em sua natureza, sempre centrada em si mesma. Sua realidade é a própria experiência de ser uma árvore. E ela o faz com todo o gosto.

Ela tem sua consciência, tem seu corpo e tem sua inteligência. Por saber ser aquilo que é, a felicidade e a paz já são parte de sua essência. Basta a si mesma e, mais que isso, serve ao grande ciclo da vida. Todavia apenas quando suas raízes são fortes.

Pois apenas conseguindo permanecer de pé, sublime e inabalável é que ela pode ser aquilo que realmente é. E somente tornando-se a própria verdade, vivenciando isso com toda a sua essência, é que ela pode servir ao todo.

A árvore é individual, mas coletiva. É a partir dela que toda a floresta se faz total, e sem ela, não haveria sequer a própria vida. Não que ela se gabe disso, ao contrário; a árvore é a própria mestria personificada. Silenciosa, plácida, verdadeira e amorosa. Dá-nos frutos e o ar para respirarmos. Isso é doação pura, na qual deveríamos todos nos inspirar.

Crie então raízes na vida, pilares sobre os quais fundamenta sua passagem pela matéria. Estes pilares devem ser subjetivos, intrínsecos, mas poderosos. Amor deve ser o central. Ética, Autoconhecimento, Desapego, Silêncio e Observação devem ser os outros.

Essas são as suas raízes e irão mantê-lo firme como a árvore. E a única coisa natural que pode destruí-la é um raio.

Portanto, crie raízes e fique longe de raios.

Marcos Keld - autor do Livro "Potencialidade Pura"
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Como Se Desapegar?


O desapego é a parte fundamental do processo evolutivo. De fato, sem o desapego, esse processo torna-se lento e pouco produtivo, pois que está no desprendimento a raiz para a experiência da felicidade e do amor incondicional. Sem o desapego, o sofrimento então tem total liberdade de adentrar na vida das pessoas.

O apego surge naturalmente a partir do momento em que a mente cria uma imagem e, por conseguinte, um vínculo com uma pessoa ou um objeto. E esse vínculo traz segurança para a pessoa, uma vez que está baseado numa imagem pré-estabelecida. Todavia tal criação é puramente mental e fundamentada a princípio na falta de autoconhecimento.

Deste modo, mesmo que o caro leitor agora já esteja desperto e já tenha avançado muito em seu desenvolvimento pessoal, ainda assim passou a maior parte de sua vida criando imagens a respeito de tudo, portanto criando vínculos ou pré-conceitos. Logo, no ponto em que se encontra, ainda há muito a ser revisto a respeito do mundo e das pessoas ao redor.

Quando o apego surge, temos então o sofrimento, pois que nos identificamos com tudo, positiva ou negativamente, e quando algo abala a imagem que criamos, então experimentamos o sofrimento e seus desdobramentos como ódio, tristeza, ojeriza, depressão, saudosismo, etc.

Eis então o porquê da importância de aprender a permanecer sempre no presente. Pois todas as imagens são baseadas em lembranças ou em imaginação. Quando estamos no agora, as imagens são apenas reflexos de outras linhas de percepção temporal, todavia podem ser encaradas de outra maneira, levando-nos a desconstruir todos os nossos conceitos a respeito de algo.

O estado de pura consciência consiste em acordar todas as manhãs como se fosse o primeiro dia de nossas vidas. Pois isso leva a ver e a observar as coisas sem pré-conceitos ou imagens, vendo-as como são e não como achamos que são. Esse estado de pura consciência é parecido com o que as crianças de colo experimentam; a diferença é que o nosso intelecto já está desenvolvido, assim sendo temos consciência de que temos consciência.

Portanto a criança observa o mundo de maneira desprendida, vendo tudo como algo novo e de ramificações incríveis. Tudo é novidade, portanto tudo é observado com bastante interesse. Esse estado precisa ser readquirido na fase adulta, porém devido às influências da sociedade, das religiões e dos pais, nossos egos ganham força e perdemos a simplicidade da observação.

Deste modo, o primeiro passo para o desapego é destruir todas as imagens que se cria a respeito de algo ou alguém. Logo, se você vê seu cônjuge como sua fortaleza, destrua-a agora! Veja seu companheiro como se fosse a primeira vez, sem julgamentos, sem imagens, sem pré-conceitos, sem tentar compreender de maneira intelectual a outra pessoa. Apenas observe e aproveite o momento.

Da mesma forma, não veja mais o seu filho como algo pertencente a você. Ele é livre e precisa expressar essa liberdade. E se ele já está crescido, apague todas as imagens de quando ele era criança, do contrário você continuará vinculado a uma imagem que já não mais corresponde ao que se apresenta no agora.

Na verdade, nenhuma imagem que criamos corresponde à verdade. Todas elas são apenas projeções pessoais que acabamos encarando como algo alheio a nós. É preciso que as pessoas aprendam a ver as coisas de maneira pura, sem véus e sem filtros.

Quando observamos as coisas sem a criação de imagens, não apenas o desapego surge, como também a primeira fagulha de um amor verdadeiro, mais profundo, pois começamos a ver as outras pessoas como elas são por detrás de todas as máscaras, de todos os condicionamentos, inclusive dos nossos próprios.

E essa nudez é o que realmente nos aproxima uns dos outros. É a partir dela que começamos a realmente nos tornar apenas um.

Trecho do livro "Potencialidade Pura", Marcos Keld
 Meus amigos(as) desejo a todos um ótimo Dia.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Como Se Desapegar?


O desapego é a parte fundamental do processo evolutivo. De fato, sem o desapego, esse processo torna-se lento e pouco produtivo, pois que está no desprendimento a raiz para a experiência da felicidade e do amor incondicional. Sem o desapego, o sofrimento então tem total liberdade de adentrar na vida das pessoas.

O apego surge naturalmente a partir do momento em que a mente cria uma imagem e, por conseguinte, um vínculo com uma pessoa ou um objeto. E esse vínculo traz segurança para a pessoa, uma vez que está baseado numa imagem pré-estabelecida. Todavia tal criação é puramente mental e fundamentada a princípio na falta de autoconhecimento.

Deste modo, mesmo que o caro leitor agora já esteja desperto e já tenha avançado muito em seu desenvolvimento pessoal, ainda assim passou a maior parte de sua vida criando imagens a respeito de tudo, portanto criando vínculos ou pré-conceitos. Logo, no ponto em que se encontra, ainda há muito a ser revisto a respeito do mundo e das pessoas ao redor.

Quando o apego surge, temos então o sofrimento, pois que nos identificamos com tudo, positiva ou negativamente, e quando algo abala a imagem que criamos, então experimentamos o sofrimento e seus desdobramentos como ódio, tristeza, ojeriza, depressão, saudosismo, etc.

Eis então o porquê da importância de aprender a permanecer sempre no presente. Pois todas as imagens são baseadas em lembranças ou em imaginação. Quando estamos no agora, as imagens são apenas reflexos de outras linhas de percepção temporal, todavia podem ser encaradas de outra maneira, levando-nos a desconstruir todos os nossos conceitos a respeito de algo.

O estado de pura consciência consiste em acordar todas as manhãs como se fosse o primeiro dia de nossas vidas. Pois isso leva a ver e a observar as coisas sem pré-conceitos ou imagens, vendo-as como são e não como achamos que são. Esse estado de pura consciência é parecido com o que as crianças de colo experimentam; a diferença é que o nosso intelecto já está desenvolvido, assim sendo temos consciência de que temos consciência.

Portanto a criança observa o mundo de maneira desprendida, vendo tudo como algo novo e de ramificações incríveis. Tudo é novidade, portanto tudo é observado com bastante interesse. Esse estado precisa ser readquirido na fase adulta, porém devido às influências da sociedade, das religiões e dos pais, nossos egos ganham força e perdemos a simplicidade da observação.

Deste modo, o primeiro passo para o desapego é destruir todas as imagens que se cria a respeito de algo ou alguém. Logo, se você vê seu cônjuge como sua fortaleza, destrua-a agora! Veja seu companheiro como se fosse a primeira vez, sem julgamentos, sem imagens, sem pré-conceitos, sem tentar compreender de maneira intelectual a outra pessoa. Apenas observe e aproveite o momento.

Da mesma forma, não veja mais o seu filho como algo pertencente a você. Ele é livre e precisa expressar essa liberdade. E se ele já está crescido, apague todas as imagens de quando ele era criança, do contrário você continuará vinculado a uma imagem que já não mais corresponde ao que se apresenta no agora.

Na verdade, nenhuma imagem que criamos corresponde à verdade. Todas elas são apenas projeções pessoais que acabamos encarando como algo alheio a nós. É preciso que as pessoas aprendam a ver as coisas de maneira pura, sem véus e sem filtros.

Quando observamos as coisas sem a criação de imagens, não apenas o desapego surge, como também a primeira fagulha de um amor verdadeiro, mais profundo, pois começamos a ver as outras pessoas como elas são por detrás de todas as máscaras, de todos os condicionamentos, inclusive dos nossos próprios.

E essa nudez é o que realmente nos aproxima uns dos outros. É a partir dela que começamos a realmente nos tornar apenas um.

Trecho do livro "Potencialidade Pura", Marcos Keld
Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

domingo, 11 de maio de 2014

Cegos Guiando Cegos


Se você não parar para tentar entender a vida e a razão por detrás das coisas, sua passagem pelo mundo perde muito do seu sentido. Não me refiro a refletir sobre isso depois de ler a respeito em algum lugar ou de ouvir qualquer pessoa falar sobre o assunto. Eu falo de você sozinho, com seus próprios pensamentos, refletir sobre si e sobre a vida. Se você não fizer isso, provavelmente vai aceitar as ideias de terceiros como sua própria visão das coisas, quando o externo é que deveria complementar o que você já sente e entende por si mesmo.

Citando Lao-Tsé: "O homem correto age por uma lei interna, e não por mandamentos externos." Se você por si mesmo não conseguir enxergar o que é certo para você, outros irão lhe dizer o que enxergar e o que é considerado adequado, moral ou bom, quando tais conceitos são relativos e ninguém detém a verdade sobre os fatos. E o mundo está cheio de cegos guiando cegos. Faça do que vem de fora um ponto de referência para tentar explicar o que você está sentindo, mas não torne isso uma doutrina.

Marcos Keld
Meus amigos(as) desejo a todos um ótimo Dia.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A Arte de Ser Diferente


Ser diferente é uma escolha feita apenas pelos fortes, que fazem tal escolha não por conveniência, mas pelo simples fato de complementarem aquilo que de mais verdadeiro têm dentro de si mesmos. E fazer isso exige força, exige uma vontade quase inabalável de buscar o sensato, conhecer o profundo e harmonizar-se por inteiro.

Ser diferente, e apreciar a própria diferença, enxergar a si mesmo do jeito que deveria ser, é se atrever a ir aonde ninguém jamais pisou: o cerne de sua percepção da realidade, tão pessoal e tão importante, que apenas sendo o que se nasceu para ser é que ela pode ser contemplada. Pois ninguém nasceu para ser igual a todo mundo, nascemos para sermos o que devemos ser, não importa o que seja.

Isso é andar contra a multidão, mas a favor da vida; isso é andar contra os hábitos comuns, mas a favor do justo; isso é pensar além do mundano, mas na medida certa. Isso é fazer valer a própria existência, pensando por si mesmo, agindo por si mesmo, superando a si mesmo, contemplando a si mesmo, sendo o melhor que puder ser, sem deixar de ser quem se é.

É preciso um coração valente, uma mente ajuizada para tanto. É preciso fazer valer-se, não seguindo o senso comum apenas porque todos estão fazendo. É encontrar aquilo que é mais sensato e compatível consigo mesmo, não importando o quanto se deva pagar por isso. Pois quando a verdade surge, para vislumbrá-la, por menor que seja o tempo em que se a contempla, qualquer esforço vale a pena.

Marcos Keld
Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Só Existe Evolução no Amor



Não pode haver evolução baseada no medo. As tecnologias avançam, o conhecimento da matéria avança, mas o ser humano retroage. À medida que a Ciência julga estar desbravando o universo, compreendendo do que é feito o mundo que nos cerca, ela vai perdendo as pequenas faíscas da verdade maior. Buscar entender o mundo sem antes entender a si mesmo é a principal "virtude" dos tolos.

Quem não conhece a si mesmo não pode sair da concha do medo. Não conhecer a si mesmo é estar persistentemente na insegurança do próprio Eu. Não existe saída desta concha enquanto esta incerteza estiver presente. E ela não pode esvair-se enquanto o indivíduo não conhecer a si mesmo.

A evolução é baseada na busca por novos horizontes. Mas ela não pode existir enquanto houver o peso do mundo sobre os ombros. O medo é este peso. Sem deixar o medo para trás, o ser humano não pode seguir adiante, não pode expandir sua consciência, não pode conhecer sua divindade e tornar-se aquilo que realmente é. Deste modo, viver com medo, consciente ou inconscientemente, é propagar a involução.

Pois o medo apenas consegue retroagir, encolher-se e contrair-se até que toda a vitalidade se desfaça por completo.

Apenas o amor pode construir a evolução, pois que ele sendo a própria identidade da perfeição, é o único capaz de nos guiar rumo a um novo horizonte. A evolução só pode existir dessa forma.

O medo é doença, portanto só pode destruir. O amor, ao contrário, é a própria fagulha que dá vida, portanto é o único meio de deixarmos para trás todos os nossos problemas, superando de forma pacífica a doença em nós mesmos.

Amar é o único caminho. Sem isso, não existe evolução.

Marcos Keld - Autor do Livro "Potencialidade Pura"
 Meus amigos(as) desejo a todos um ótimo Dia.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Como Se Desapegar?

O desapego é a parte fundamental do processo evolutivo. De fato, sem o desapego, esse processo torna-se lento e pouco produtivo, pois que está no desprendimento a raiz para a experiência da felicidade e do amor incondicional. Sem o desapego, o sofrimento então tem total liberdade de adentrar na vida das pessoas.

O apego surge naturalmente a partir do momento em que a mente cria uma imagem e, por conseguinte, um vínculo com uma pessoa ou um objeto. E esse vínculo traz segurança para a pessoa, uma vez que está baseado numa imagem pré-estabelecida. Todavia tal criação é puramente mental e fundamentada a princípio na falta de autoconhecimento.

Deste modo, mesmo que o caro leitor agora já esteja desperto e já tenha avançado muito em seu desenvolvimento pessoal, ainda assim passou a maior parte de sua vida criando imagens a respeito de tudo, portanto criando vínculos ou pré-conceitos. Logo, no ponto em que se encontra, ainda há muito a ser revisto a respeito do mundo e das pessoas ao redor.

Quando o apego surge, temos então o sofrimento, pois que nos identificamos com tudo, positiva ou negativamente, e quando algo abala a imagem que criamos, então experimentamos o sofrimento e seus desdobramentos como ódio, tristeza, ojeriza, depressão, saudosismo, etc.

Eis então o porquê da importância de aprender a permanecer sempre no presente. Pois todas as imagens são baseadas em lembranças ou em imaginação. Quando estamos no agora, as imagens são apenas reflexos de outras linhas de percepção temporal, todavia podem ser encaradas de outra maneira, levando-nos a desconstruir todos os nossos conceitos a respeito de algo.

O estado de pura consciência consiste em acordar todas as manhãs como se fosse o primeiro dia de nossas vidas. Pois isso leva a ver e a observar as coisas sem pré-conceitos ou imagens, vendo-as como são e não como achamos que são. Esse estado de pura consciência é parecido com o que as crianças de colo experimentam; a diferença é que o nosso intelecto já está desenvolvido, assim sendo temos consciência de que temos consciência.

Portanto a criança observa o mundo de maneira desprendida, vendo tudo como algo novo e de ramificações incríveis. Tudo é novidade, portanto tudo é observado com bastante interesse. Esse estado precisa ser readquirido na fase adulta, porém devido às influências da sociedade, das religiões e dos pais, nossos egos ganham força e perdemos a simplicidade da observação.

Deste modo, o primeiro passo para o desapego é destruir todas as imagens que se cria a respeito de algo ou alguém. Logo, se você vê seu cônjuge como sua fortaleza, destrua-a agora! Veja seu companheiro como se fosse a primeira vez, sem julgamentos, sem imagens, sem pré-conceitos, sem tentar compreender de maneira intelectual a outra pessoa. Apenas observe e aproveite o momento.

Da mesma forma, não veja mais o seu filho como algo pertencente a você. Ele é livre e precisa expressar essa liberdade. E se ele já está crescido, apague todas as imagens de quando ele era criança, do contrário você continuará vinculado a uma imagem que já não mais corresponde ao que se apresenta no agora.

Na verdade, nenhuma imagem que criamos corresponde à verdade. Todas elas são apenas projeções pessoais que acabamos encarando como algo alheio a nós. É preciso que as pessoas aprendam a ver as coisas de maneira pura, sem véus e sem filtros.

Quando observamos as coisas sem a criação de imagens, não apenas o desapego surge, como também a primeira fagulha de um amor verdadeiro, mais profundo, pois começamos a ver as outras pessoas como elas são por detrás de todas as máscaras, de todos os condicionamentos, inclusive dos nossos próprios.

E essa nudez é o que realmente nos aproxima uns dos outros. É a partir dela que começamos a realmente nos tornar apenas um.

Trecho do livro "Potencialidade Pura", Marcos Keld
Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

domingo, 19 de janeiro de 2014

A Arte de Ser Diferente

Ser diferente é uma escolha feita apenas pelos fortes, que fazem tal escolha não por conveniência, mas pelo simples fato de complementarem aquilo que de mais verdadeiro têm dentro de si mesmos. E fazer isso exige força, exige uma vontade quase inabalável de buscar o sensato, conhecer o profundo e harmonizar-se por inteiro.

Ser diferente, e apreciar a própria diferença, enxergar a si mesmo do jeito que deveria ser, é se atrever a ir aonde ninguém jamais pisou: o cerne de sua percepção da realidade, tão pessoal e tão importante, que apenas sendo o que se nasceu para ser é que ela pode ser contemplada. Pois ninguém nasceu para ser igual a todo mundo, nascemos para sermos o que devemos ser, não importa o que seja.

Isso é andar contra a multidão, mas a favor da vida; isso é andar contra os hábitos comuns, mas a favor do justo; isso é pensar além do mundano, mas na medida certa. Isso é fazer valer a própria existência, pensando por si mesmo, agindo por si mesmo, superando a si mesmo, contemplando a si mesmo, sendo o melhor que puder ser, sem deixar de ser quem se é.

É preciso um coração valente, uma mente ajuizada para tanto. É preciso fazer valer-se, não seguindo o senso comum apenas porque todos estão fazendo. É encontrar aquilo que é mais sensato e compatível consigo mesmo, não importando o quanto se deva pagar por isso. Pois quando a verdade surge, para vislumbrá-la, por menor que seja o tempo em que se a contempla, qualquer esforço vale a pena.

Marcos Keld
Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Só Existe Evolução no Amor

Não pode haver evolução baseada no medo. As tecnologias avançam, o conhecimento da matéria avança, mas o ser humano retroage. À medida que a Ciência julga estar desbravando o universo, compreendendo do que é feito o mundo que nos cerca, ela vai perdendo as pequenas faíscas da verdade maior. Buscar entender o mundo sem antes entender a si mesmo é a principal "virtude" dos tolos.

Quem não conhece a si mesmo não pode sair da concha do medo. Não conhecer a si mesmo é estar persistentemente na insegurança do próprio Eu. Não existe saída desta concha enquanto esta incerteza estiver presente. E ela não pode esvair-se enquanto o indivíduo não conhecer a si mesmo.

A evolução é baseada na busca por novos horizontes. Mas ela não pode existir enquanto houver o peso do mundo sobre os ombros. O medo é este peso. Sem deixar o medo para trás, o ser humano não pode seguir adiante, não pode expandir sua consciência, não pode conhecer sua divindade e tornar-se aquilo que realmente é. Deste modo, viver com medo, consciente ou inconscientemente, é propagar a involução.

Pois o medo apenas consegue retroagir, encolher-se e contrair-se até que toda a vitalidade se desfaça por completo.

Apenas o amor pode construir a evolução, pois que ele sendo a própria identidade da perfeição, é o único capaz de nos guiar rumo a um novo horizonte. A evolução só pode existir dessa forma.

O medo é doença, portanto só pode destruir. O amor, ao contrário, é a própria fagulha que dá vida, portanto é o único meio de deixarmos para trás todos os nossos problemas, superando de forma pacífica a doença em nós mesmos.

Amar é o único caminho. Sem isso, não existe evolução.

Marcos Keld - Autor do Livro "Potencialidade Pura"
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco