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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Assumir-se


A verdade é algo perseguido por todos. A cada momento da vida, a cada instante, você vai desenvolvendo "verdades", isto é, vai dando significado para si mesmo e para o mundo que o cerca.
Estes significados vão servindo de modelos que, ao longo do tempo, transformam-se em formas as quais passam a ditar aquilo que é percebido, pensado e sentido. Pense quando foi a última vez que você questionou as coisas corriqueiras; como sua higiene pessoal, a vida que você "construiu"...

A cada nova experiência, a cada noite de sono, a cada despertar, acordamos para uma "nova vida". Assim, ao menos deveria ser, mas, infelizmente, preferimos enxergar os acontecimentos com os "velhos olhos" do passado. Deste modo, perdemos a relação com o "agora" e não nos oferecemos livres para o contato puro com o momento presente.

Ao invés de nos lançarmos ingênuos para o momento presente, nos cercamos da "certeza" daquilo que pensamos - aquilo que é o certo, o digno. A "certeza" é a grande armadilha que nos empurra para a cegueira do dogma. O mais infame desta cilada está em não permitir ao desafortunado prisioneiro, a menor chance de escapar, pois, no dogma, o questionamento e o crescimento não existem.

Como, portanto, saber o que pensar? Como discernir entre o certo e o errado? A verdadeira questão deveria ser: Como ser feliz? Qual será o prazer que me fará mais pleno?

Todos nós buscamos, conscientemente ou não, o "prazer". Cada qual ao seu modo, em seu ritmo e com a sua capacidade. Sim, possuímos energias diferentes. Não somos todos iguais, nem física nem psiquicamente.

Muito provavelmente a felicidade e o prazer farão parte da sua vida se você desenvolver esse senso crítico da própria existência. Não são os outros que deveriam ser o seu objetivo de vida.

Os outros deveriam, apenas, compartilhar de sua alegria. Permita que eles desfrutem daquilo que transborda em você. Pense sempre em preencher os outros com a sua presença, a sua infinita vontade de sentir prazer em cada segundo de sua vida.

Busque não pensar em ser preenchido pelo mundo. Lembre-se: "Você cria o mundo no qual vive!" Você é capaz de transformar e modificar as relações do "seu mundo". Ao acordar, "crie" o seu dia. Quando tiver um problema, "crie" a sua solução. Quando estiver desanimado, "crie" sua felicidade.

Um abraço,

Marcelo Bonachela
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

sábado, 28 de junho de 2014

Respeite-se


Quantas vezes nos sentimos desrespeitados?
Quantas vezes nos desrespeitamos para não faltar com o respeito ao outro?

Cada vez mais nos vemos na necessidade de agradar a um mundo cada vez mais gigantesco: temos que agradar à família, aos amigos, às minorias, agradar no trabalho, respeitar os dogmas e valores da religião...

Todos estes mundos nos propõem muitas representações: por vezes distorcidas, contrárias às nossas vontades.

Além desses mundos, temos hoje a necessidade de agradar a um mundo cada vez mais concreto: o da comunicação.
Sim, talvez o mundo mais real de todos os que vivemos atualmente.
Precisamos nos desrespeitar em nosso momento de lazer e recolhimento para nos linkarmos nos acontecimentos que estão ocorrendo no mundo da comunicação desenfreada sem hesitação.

É, literalmente, muita luz para pouca visão, muita informação pra pouca condição de processar.
Sim, continuamos apenas seres humanos tendo que nos comportar como máquinas que processam informação durante as 24 horas do dia.

Muitos de meus pacientes que estão produzindo este auto-desrespeito e vivem plugados no MSN, Orkut, Twitter, Facebook e etc, estão se queixando de tensão, insônia, angústia e uma sensação de auto-agressão quando não estão colados em algo ou alguém, buscando informação.
Eles tem a sensação de que em poucas horas ficarão para trás, perderam centenas de emails, dicas, rastros de vida.

Não me espantará se daqui há alguns meses passe a existir esta nova modalidade de angústia existencial: a angústia de “não é comigo, mas eu preciso saber de tudo porque, no fundo, não vivo minha própria vida e minhas próprias sensações.”

Marcelo Bonachela
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A Pessoa Neurótica


A pessoa neurótica parte do princípio de que os outros têm a obrigação de lhe dispensar atenções especiais, satisfazer todas as exigências advindas das suas inibições e conflitos. Acha que não cabe a ela cuidar de seus problemas, afinal, os outros criaram e colocaram esse mal dentro dela. Para a pessoa neurótica, tudo que possa pensar, falar ou desejar não deverá ter conseqüências negativas, pois a não satisfação desse desejo será sentida como frustração, ofensa e mais ressentimento acumulado.

O neurótico impõe uma completa isenção de responsabilidade em relação aos seus atos. Quando se sente inferiorizado, julga-se no direito de dizer e fazer tudo que ache importante, pois o mundo deveria estar a seu serviço “depois de tudo que ele já sofreu". Por vezes, percebe-se o neurótico por ser arrogante e vingativo; compelido a ofender os outros e, apesar de tudo que possa fazer aos mais próximos, acha que ninguém deveria se ofender com o seu modo de ser “explosivo” e “sincero”. Este é o famoso “eu fui criado desse jeito, quem quiser que agüente!”. A idéia de não ter nascido com sorte é o disfarce perfeito para o sentimento de inveja, cheio de ressentimento em relação a qualquer pessoa que seja mais afortunada em sua vida.

A pessoa neurótica se recusa a perceber que os outros também possuem necessidades e limitações. As necessidades dos outros nada significam para ela, ou melhor dizendo, significam mais uma vez que ele está em segundo (pra não dizer último) plano em relação ao interesse dos outros. As necessidades do neurótico devem ter prioridade absoluta. Não percebe que mantém em seu interior necessidades neuróticas. Aliás, a simples menção dessa possibilidade é recebida imediatamente como ofensa. Pode, no máximo, dar-se conta de certas expressões de impaciência e intolerância. Não gosta de pedir algo aos outros, ou de dizer ‘muito obrigado’. Entretanto, não se dá conta de que julga que, para os outros, dizer a ele um “muito obrigado” é o mínimo.

O neurótico espera obter o que deseja sem fazer o esforço necessário para conquistá-lo. Se se sente só, não admitirá que precisa chamar alguém; pois o outro tem a “obrigação” de procurá-lo. Para poder gozar de certos favores especiais, tenderá a exagerar as suas qualidades e seus méritos pessoais. Isso tudo é, naturalmente inconsciente.

Vamos tornar consciente a sua auto-percepção para que assim, você possa gozar plenamente das relações e dos momentos de sua vida?

Marcelo Bonachela
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Liberte o Seu Opressor


Perdemos muito tempo de nossas vidas pensando ‘o desejo do outro’. Raramente estamos certos do que fazer. Claro que estou no campo das emoções, de manter ou interromper um relacionamento amoroso, de se afastar de pessoas nocivas a nossa auto-estima...
Os dramas de nossas vidas são o puro reflexo da visão mais íntima que temos de nós mesmos. Alguns de nós acreditam que merecem a injustiça e que aquilo, no fundo, está lapidando sua alma e aprimorando seu processo de evolução. Muitos não conseguem perceber que isto não passa de um julgamento ‘pseudo reflexivo’.

Pense bem. Julgamos o tempo todo. É praticamente impossível não julgar. Na filosofia clássica, dividimos os juízos em ‘juízo de fato’ e ‘juízo de valor’. Por mais sensorial e preciso, o seu juízo de fato está, inevitavelmente, envolto por valores estéticos, morais, religiosos... mesmo que você esteja apenas olhando para uma parede.

Você se perceberá muito mais autêntico e leve quando começar a questionar a si mesmo. Não perca seu tempo tentando imaginar o que aquela pessoa que lhe faz mal planeja. Ela está apenas vivendo, do modo dela e como ela julga ser interessante. Aprenda a cuidar da sua vida e de seus interesses.

Aprenda a pensar porque você se permite vitimizar por essa pessoa. Questione porque você não se liberta dessa força de atração destrutiva. Afinal de contas, quem é o monstro? Quem se diverte destruindo ou quem se permite ser destruído?
Com certeza se você é adulto e ainda legitima a presença perversa de seu opressor, saiba que você é o monstro que aprisionou o seu opressor neste papel. Você não permite que ele mude e cresça como pessoa. Você, covardemente, precisa de seu opressor para justificar a sua covardia em relação à vida. No fundo, você sente não ser capaz de se libertar de suas infundadas crenças sociais e religiosas.

Pense e liberte-se. Deixe de ser um peso para o mundo e acredite que você é capaz. Acredite que você vale a pena (mesmo que seu opressor e os outros não concordem). Pense que eles representam apenas um diminuto grão de areia na imensidão da vida. Ao menos para você, seu projeto é significativo e isto é tudo que você precisa para iniciar a sua linda caminhada de vida.

Marcelo Bonachela
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco