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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Mentira, o germe que corrompe os laços


Embora não devesse ser comum, a atitude de esconder ou distorcer uma verdade acontece nos negócios, na política e, infelizmente, muitas vezes, também, entre pessoas cujo compromisso deveria estar fundamentado na transparência e na verdade. Muitos podem ser os motivos que levam alguém a usar da mentira como justificativa. Por mais inocente que esta possa aparentar, aquele que faz uso dela sabe perfeitamente sobre seus efeitos colaterais quando descobertos. Quase sempre, as consequências poderão ser maiores do que se imagina, gerando desconfiança e má fama.

Como todo vício, o ato de mentir se torna cada vez mais presente na vida daqueles que mal conseguem contar um fato sem acrescentar ou distorcer os detalhes sobre os acontecimentos. A pessoa se sente impelida a mentir até nos assuntos mais corriqueiros, e não faltará um acréscimo falso em seus argumentos.
Na verdade, a intenção de quem traz esse mau hábito está em tirar algum tipo de proveito, seja manipulando uma informação que lhe possa ser favorável, seja, simplesmente, atraindo a atenção se passando por alguém muito “antenado”.

Nas conversas, acreditando tornar o assunto mais interessante ou na tentativa de ser mais convincente no relato, uma pitadinha de mentira sempre será aplicada.
Diz o ditado popular que a mentira tem pernas curtas. Noutros tempos, tal ditado até poderia ser um artifício para alguém que se sentisse seduzido pelo desejo de “maquiar” a verdade. Certamente, essas palavras tinham a intenção de evitar a popularidade da mentira. Mas quem de nós já não lançou mão de uma falsa verdade?

Se, hoje, isso não acontece mais, podemos nos lembrar do tempo de criança, quando, para evitar as consequências de uma travessura, já usávamos da pouca capacidade infantil para manipular a verdade.
À medida que fomos crescendo, esses artifícios de convencimento, ou seja, a mentira, potencializaram-se por várias ocasiões e foram adquirindo sinônimos, como “mentirinha santa”, “meia verdade”, “mentir por uma boa causa”, entre outros… E a maior dificuldade para aquele que mente é contar sempre a mesma história a fim de não cair em contradição quando questionado.

Percebemos que a credibilidade de determinado político não é alta, porque seus eleitores pouco a pouco foram se decepcionando com suas mentiras e dissimulações.
Seja entre amigos, namorados ou casais precisamos sempre trabalhar pela manutenção da verdade, pois os mesmos efeitos maléficos desse vício também podem acontecer dentro desses relacionamentos.

Para aquele que é habituado a incrementar ou distorcer um fato, a melhor prática de se corrigir será a de limitar-se apenas a comentar o essencial sobre o assunto; sem procurar ser “o mais bem informado”, o privilegiado ou favorecer-se de qualquer tipo de vantagem, a partir desse tipo de manipulação [da verdade]. Para alguns casos, em que o hábito da dissimulação é constante, talvez seja necessário procurar por ajuda de um profissional, pois algo muito sério pode estar acontecendo na personalidade dessa pessoa.

Não há nada que seja feito às escondidas que não será revelado na luz. Aquele que procura distorcer uma verdade, alega quase sempre que os fins justificam os meios. Contudo, o grande problema da mentira está na decepção causada naquele que depositava franca confiança no mentiroso; e tudo aquilo que poderia ser de mais sagrado num relacionamento se rompe quando a verdade deixa de ser importante entre as pessoas.
Precisamos estar atentos para que o costume de trair a verdade não venha a se aninhar em nossos comportamentos.

Dado Moura
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Uma Prova de Amor


Para saber se existe amor entre duas pessoas não é necessário fazer alguns testes. Um relacionamento verdadeiro não altera nosso organismo a ponto de algo ser detectado num exame laboratorial, nem pode ser medido pela quantidade de presentes valiosos que recebemos. Podemos nos encantar com a beleza de alguém, mas seus atributos e sua performance na intimidade não nos garantem que tal pessoa seja aquela que esperamos ser o (a) esposo (a) perfeito (a).

Quando compramos um produto, queremos nos certificar da garantia de qualidade desse item que estamos levando para casa. Contudo, num relacionamento a dois, a garantia de estarmos sendo correspondidos não se dará por meio de loucas manifestações de amor em público ou da pressão psicológica do namorado que insiste em querer uma “prova de amor”. Qualquer proposta que desrespeite os direitos da outra pessoa apenas reforça a imaturidade do relacionamento e também da pessoa que exige tal comprovação. Há outras maneiras de provar que amamos alguém sem usar as palavras ou forçar uma situação na qual apenas um seja beneficiado.

A atenção e o zelo pelo outro tendem a colocar a pessoa amada sempre em primeiro lugar. Entre casais que dizem se amar não pode haver sentimentos ou atitudes de egoísmo. Há namorados que poderiam afirmar milhões de vezes amar a namorada, entretanto, nem sempre seus gestos refletem o que é falado, pois, com atitudes, muitas vezes, grosseiras, expõem-na a situações vexatórias, tanto em gestos como em palavras. Alguns nem mesmo se preocupam em reservar momentos oportunos para tratar de assuntos que dizem respeito somente ao casal. Em algumas circunstâncias, tratam a pessoa amada como alguém sem direito a expressar sua vontade ou opinião. Há outros ainda que tentam convencer a namorada de que, para provar o seu amor, eles deveriam viver a intimidade.

Um namorado honesto não vai exigir da namorada nada em troca para que ele possa amá-la ou respeitá-la ainda mais.

Se o namorado deseja provar seu amor para a namorada ou vice-versa, penso que melhor seria, para ambos, aprenderem a ser suportes um para o outro, especialmente quando a pessoa amada não estiver vivendo uma boa fase em sua vida. Que o casal de namorados saiba ouvir ou procure entender o momento que o (a) outro (a) está vivendo ou, se for necessário, até mesmo adverti-lo (a) quando houver divergência de opiniões; porque nem sempre ele ou ela é o dono da verdade. Quem ama cuida e deseja o melhor para o outro. Se uma correção pode ajudar no crescimento da pessoa, por que não fazê-la?
A prova de que somos realmente amados aparecerá no crescimento e na maturidade que o namoro traz para a nossa vida.

Parafraseando a amiga Márcia Cohen, a melhor prova de amor que alguém poderia conceder à namorada seria, primeiramente, provar que a ama não pedindo nada como comprovação ou troca.
Que os gestos de afabilidade e carinho sobressaiam e provem por si que você é a pessoa que a namorada esperava encontrar. Do contrário, ainda que fosse dada uma prova de amor, essa pessoa não seria a mais indicada com quem ela gostaria de fazer seus votos eternos para a vida conjugal.

Um abraço,

Dado Moura
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A Superação de Nossos Problemas


Diante dos inesperados acontecimentos que surgem em nossas relações, aprendemos que, somente a partir deles, vamos crescer e amadurecer dentro de nossos relacionamentos.
É bom saber que crise alguma dura para sempre, tampouco é inédita. E para o nosso conforto, de alguma forma, sempre haverá perto de nós alguém que já tenha vivido uma história tão delicada quanto a nossa e, que tendo enfrentado situações semelhantes, apesar de toda dificuldade, naquele momento conseguiu encontrar soluções alternativas, fazendo dessa experiência uma lição de vida.

Assim, para aqueles que estão envoltos nos ventos das adversidades, fica a certeza de que também será possível vencê-las tomando como estímulo a história de superação de outras pessoas que passaram provações. Isso não significa que os procedimentos que alguém tenha tomado para resolver um impasse seja exatamente o que precisaremos fazer.
As pessoas são diferentes, trazem hábitos e comportamentos próprios, dessa forma, aquelas atitudes que foram assumidas por outras pessoas poderão nos servir apenas como pistas para as alternativas que podemos optar diante do nosso problema. Contudo, conhecer outras histórias de superação nos enche da certeza de que também seremos capazes de vencer nossos obstáculos e dilemas que, por ora, enfrentamos nos desafios da nossa convivência.

Para essa retomada da esperança diante das adversidades, basta recobrar outros momentos de nossa história, quando, naquela ocasião, determinado problema nos parecia também não ter solução. Se as crises financeiras que atingiram alguns países os fizeram fortes após uma nova atitude e investidas para sair dos problemas; o mesmo acontece em nossas vidas, quando nos colocamos dispostos a viver o resgate dos laços dos nossos relacionamentos.

Lembremo-nos de alguns impasses que foram superados há 2 ou 3 anos… Quem sabe não encontremos outros que tenham sido recentemente superados. Para todos eles a solução comum para o problema foi a descoberta de que a resposta estava simplesmente no desejo de recomeçar.

Todas essas fases foram vencidas e, hoje, essas histórias fazem parte de mais um capítulo que vai compor o nosso filme autobiográfico das “causas superadas”. Talvez, no futuro, poucas pessoas venham a se interessar em assistir o nosso “filme”, mas as lembranças dos acontecimentos, os quais um dia foram superados, não permitirão que o desânimo nos faça desistir do propósito de viver um “longa-metragem” com quem escolhemos contracenar nesta vida.

Um abraço

Dado Moura
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Elogio, um remédio que cura


Todos nós, de alguma maneira, buscamos compensação para aquilo que fazemos. Nem sempre essas compensações precisam vir de um bem material.

Muitas vezes, saltam aos nossos olhos apenas os defeitos de quem está ao nosso lado, e, raramente, tecemos algum comentário sobre suas qualidades.
As críticas – especialmente quando falta o bom senso nas palavras – tendem a criar uma barreira entre o casal. E a pessoa, por medo de ser novamente repreendida em seus atos, sente-se inferiorizada e, consequentemente, mais insegura, até mesmo diante daquele que poderia ser o seu apoio.

Em nossos relacionamentos, muitas promessas de mudança de comportamento, certamente, já tenham sido feitas, mas, infelizmente, poucas vezes cumpridas. Fazer uma série de cobranças a respeito daquilo que o outro não conseguiu, por via de regra, acaba se transformando em discussões que, raramente, poderão trazer algum resultado, exceto dores de cabeça e estresse.
Ofuscada pelas decepções, a pessoa criticada se sente a menor das criaturas e incapaz perante o outro. De forma que definir novas estratégias, para restabelecer a vontade em continuar com aquilo que lhe era um desafio, torna-se pesado demais…

Consequentemente, a decepção e toda uma carga de maus sentimentos parecem lançar por terra aqueles esforços investidos no compromisso. Assim como as más palavras destroem um caráter e corrompem as sementes das virtudes; as palavras cheias de benevolência aumentam nossa auto-estima, robustecem nossa autoconfiança e, de maneira especial, fortalecem nossos vínculos – muito mais do que bens ou presentes poderiam fazê-lo.

Algumas situações podem ter outro desfecho, quando elogiamos, sinceramente, as pessoas naquilo que para elas tem sido motivo de esforços.

Todos nós, de alguma maneira, buscamos compensação para aquilo que fazemos. Nem sempre essas compensações precisam vir de um bem material.
Talvez, o início para se alcançar o cumprimento das metas e objetivos, numa vida a dois, esteja contido nas palavras mútuas de encorajamento ou em simples elogios, mesmo quando aquilo que foi prometido, anteriormente, tenha manifestado pequenos sinais de mudança.

Todos nós temos qualidades e podemos enaltecê-las por meio de elogios sem frisar tanto os defeitos, pois, se a pessoa que convive conosco mal percebe nossas qualidades, de quem poderíamos esperar tal reconhecimento?
O elogio faz com que a pessoa perceba que é notada e, uma vez valorizada, sua auto-estima cresce e tudo contribui para fortalecer os vínculos entre o casal.
Na verdade, estamos, por intermédio das palavras, encorajando nossa (o) companheira (o) a se empenhar ainda mais naquilo que ela (ele) está buscando ou se esmerar em outras tarefas, ratificando pelas palavras, o nosso voto de confiança.

Não se trata de fazer elogios vazios, faltando com a sinceridade.
Para a pessoa que amamos, os elogios são indicadores de que nos importamos com ela e queremos o seu crescimento. São práticas simples e eficazes que não nos custam nada. Isso nada tem a ver com bajulação, que, frequentemente, pode não passar de uma tentativa de manipulação das coisas ou situações para se obter certo benefício.

Não precisamos esperar nobres gestos para elogiar alguém que esteja ao nosso lado. Pequenos e sinceros comentários podem tornar o dia de quem amamos muito mais agradável e não há contra-indicações, podendo ser aplicados em qualquer relacionamento.

Falar bem do outro, querer bem ao outro e promovê-lo é importante, pois, na verdade, os elogios são os aplausos aos esforços das mudanças, as quais são tão necessárias para se estabelecer o bom convívio.

Há muitas maneiras de mostrar a alguém o nosso carinho. E por que não acrescentar também a eficácia dos elogios?

Um abraço,

Dado Moura
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Os argumentos diante dos desentendimentos


O extremismo nas atitudes, a prepotência em achar que sempre tem razão e que nunca comete erros, tudo isso faz de alguém assim um ditador arrogante.

Em nossas experiências de convívio, encontramos pessoas com diferentes tipos de temperamento, os quais podem ser, algumas vezes, entraves para conciliar nossos objetivos, quando não sabemos lidar com essas particularidades.

Viver a harmonia em nossos relacionamentos é um desafio que não nos faz derrotados, mas tende a nos capacitar no crescimento e na habilidade de equilibrar ou até mesmo de repreender nossos ímpetos em ocasiões em que nos sentimos contestados. Quer seja no trabalho, quer seja na escola ou na família, partilhamos os mesmos ambientes com pessoas de diferentes hábitos e comportamentos. À primeira vista, pode nos parecer impossível um convívio sadio se focarmos nossas atenções apenas nas diferenças.

Para que haja espaço para a paz e o crescimento dos laços da intimidade em nossas convivências, precisamos nos empenhar em nos tornar pessoas fáceis de se lidar. A flexibilidade, a ponderação e, sobretudo, a boa educação devem permitir sempre a abertura para o diálogo, que é o começo de todo entendimento.

O relacionamento sadio acontece também quando conseguimos expressar as nossas opiniões, de modo claro e objetivo, sem ferir ou inferiorizar a outra pessoa. O extremismo nas atitudes, a prepotência em achar que sempre tem razão e que nunca comete erros, tudo isso faz de alguém assim um ditador arrogante. Fazendo-se valer de sua decisão, a pessoa se prende a seus argumentos, reafirmando somente os seus desejos sem, sequer, considerar os demais que a cercam.

Alcançar o bom relacionamento com as pessoas com as quais convivemos não significa nos anular completamente diante das divergências de opinião. Pessoas que se calam ou se anulam numa relação vivem a falsa tranquilidade gerada pelo medo. Elas preferem se omitir diante daquilo que não estão de acordo, mesmo que isso lhes traga sofrimentos; alegando, por exemplo, que o seu silêncio é a melhor resposta para que não aconteçam as “costumeiras” brigas. No entanto, ninguém poderá suportar um compromisso por anos, quando as suas verdades são asfixiadas!

Sabemos que não somos perfeitos; muitas vezes, somos tomados por aquela característica que mais marca o nosso temperamento. Para evitar que uma simples diferença de opinião se transforme numa guerra de nervos, precisamos considerar as razões que levam a outra pessoa a ter um parecer contrário ao nosso; ou que tipo de benefício ela espera obter na defesa dos pontos de vista dela, os quais ainda não conseguimos perceber; e vice-versa. Diante dos desentendimentos, precisamos aprender a nos posicionar e a defender nossos argumentos para que ocorra um diálogo produtivo e eficaz.

A fim de evitar que vivamos repetidamente e de maneira frustrante as mesmas situações em todas as esferas de nossos relacionamentos, precisamos, neste momento, assumir a verdade de que não estamos neste mundo simplesmente para nós mesmos ou para ser só mais um nas pesquisas do senso demográfico.

Temos um objetivo e uma meta a realizar naquilo que assumimos viver e isso poderá se tornar mais fácil ao nos abrirmos para a possibilidade de dar uma resposta diferente, de forma a favorecer relacionamentos duradouros. As grandes conquistas em nossos convívios podem acontecer a partir de pequenas mudanças.

Um abraço!

Dado Moura
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Orgulho, o arquiinimigo do perdão


Quem já não – ao ser tomado pelo ímpeto e na certeza de estar fazendo a coisa certa – feriu aquela pessoa com quem se convive? Seja numa resposta “atravessada” ou numa atitude grosseira contribuímos de alguma forma com a divisão ou o isolamento das amizades. Passado algum tempo, já com a “cabeça fria”, percebemos que procedemos de maneira equivocada – ferindo pessoas ou até mesmo nos ferindo.
Refletir sobre o nosso ato nos ajuda a perceber o momento em que agimos precipitadamente; e dessa reflexão vem o remorso, o qual nos prepara para o pedido de desculpas.

Reconhecer que fomos precipitados nos argumentos, significa, muitas vezes, humilhar-se e se fazer pequeno, reconhecer que errou. Perdoar ou liberar perdão não é ter “amnésia” sobre o ocorrido, mas sim, disponibilizar-se a restabelecer o relacionamento abalado.

Do remorso ao perdão há uma pequena distância, mas o espaço é grande o bastante para residir o orgulho. Sentimento este que nos tentará convencer de que o ato de se desculpar ou reconhecer seu erro é atitude dos fracos.

Por outro lado, infelizmente, há pessoas que não aceitam as nossas desculpas. Preferem romper com os laços afetivos em vez de crescer e amadurecer por meio dos exercícios apresentados pela vida. Insistem em manter a irredutibilidade e a prepotência, que pensam possuir, em vez de dar o passo que romperá com as cadeias que as prendem. Talvez querendo cumprir a lei do “olho por olho, dente por dente”, esperam por um momento de revanche. Enquanto isso, desperdiçam tempo e amargam seus dias, remoendo o que já está resolvido para aquele que se dispôs a se desculpar.

A vida é muito curta para se gastar o precioso tempo com comportamentos que não trazem a sustentabilidade de nossas convivências. Pedir ou conceder perdão não nos exige mais do que podemos agüentar. Sabemos de pessoas que gastam muito tempo buscando motivos para justificar suas infelizes atitudes, fazendo-se de injustiçadas, em vez de adotar gestos de humildade e agir de maneira diferente. Na verdade, elas são vítimas do orgulho, que mata pessoas e sentimentos!

Mais importante – do que lembrar que não devemos desculpar – seria fazer uso da faculdade de reflexão e reconhecer que ninguém está acima dos lapsos e erros. Pois aquele, que errou hoje, poderá ser você amanhã…

Não percamos tempo monopolizando picuinhas, ressentimentos ou retendo perdão. Se uma situação especial o faz refletir – levando-o ao ato da reconciliação –, peça ou dê o perdão e continue a viver com a experiência adquirida.
Situações mal resolvidas afetam outras áreas de nossa vida. Talvez por isso existam ainda alguns problemas não “equacionados” em nossas vidas pois, esses, são reflexos dos fragmentos dos “elos” que deixamos se perder ao longo do caminho.

Um abraço,

Dado Moura
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Comunicação pobre, relacionamento vazio


Num convívio em que a comunicação entre as pessoas é pobre, os vínculos facilmente se enfraquecem e favorecem a desconfiança.

Encontrar a pessoa certa – que corresponda exatamente a tudo aquilo que gostamos e que entenda perfeitamente nossos sentimentos diante de uma situação contrária – pode parecer ideal, mas pouco provável.
Cada indivíduo tem uma resposta diferente para determinada situação. Conhecer nossos limites e controlar as fraquezas de nossos temperamentos pode ser a “pitada” certa para dar equilíbrio aos nossos relacionamentos.

Muitas vezes, dentro do convívio do casal, vai acontecer algo que nos tire do sério. Nessas horas, as circunstâncias podem nos levar a atitudes tempestivas, as quais trarão à tona um comportamento pouco conhecido pelo nosso cônjuge. Por isso, saber que ninguém é um “super-homem” em virtudes ou uma “mulher maravilha” em compreensão nos permite conhecer as “misérias” do outro; e isso faz parte dos desafios de uma vida a dois.

Na partilha das realidades da vida conjugal percebemos as particularidades de temperamentos do cônjuge. Frequentemente, ouvimos alguém dizer que, por medo das reações do outro diante de certa circunstância, preferiu se calar em vez de expor suas idéias e reivindicações em prol da harmonia desejada.
Há pessoas que lidam mais facilmente com os desafios; outras são mais racionais ou têm facilidade para assumir a liderança das coisas, e assim por diante. Entretanto, ninguém é puramente virtude, pois também trazemos conosco nossos defeitos. Entendendo que um relacionamento acontece numa “via de mão dupla”, precisamos estar atentos para não exigir do outro somente atitudes de perfeição, quando reconhecemos em nós mesmos defeitos, os quais podem ser corrigidos com a disposição em sermos melhores por causa do outro.

Nosso cônjuge é a pessoa mais indicada para apontar aquilo em que precisamos nos empenhar a fim de melhorar nosso temperamento; o que, consequentemente, acaba refletindo no convívio a dois.
Não é nada agradável ouvir que cometemos um engano nisso ou naquilo, especialmente de quem amamos; afinal, nosso próprio conceito é de ser alguém irrepreensível. No entanto, um bom relacionamento traz sinais de sucesso quando o casal se dispõe a viver a honestidade, sobretudo, de maneira respeitosa na franqueza dos diálogos. As atitudes defensivas ou a recusa de conversar sobre aquilo que o outro julga importante dizer em nada ajudará no crescimento dos laços entre os casais.

Num convívio em que a comunicação entre as pessoas é pobre, os vínculos facilmente se enfraquecem e favorecem a desconfiança e a falta de respeito; atropelando, quase sempre, o direito e a integridade do outro. Situações mal resolvidas apenas tornam nosso convívio frio.
Antes mesmo que escoem pelos ralos os anos de amizade e comprometimento, a melhor atitude é falar sobre aquilo que parece não estar indo bem, a fim de encontrar uma saída, juntos, para uma situação que está tirando a paz no convívio.

Quando podemos contar com o interesse e a disposição do outro para nos ajudar a equacionar os impasses, a solução não parece ser tão impossível quanto demonstravam ser num primeiro instante. Assim, juntos e com a boa vontade de quem quer nutrir o amor, conseguiremos nos moldar às necessidades do outro para o comum do novo estado de vida, para o qual somos impelidos a viver.

Um abraço,

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sábado, 13 de dezembro de 2014

Os argumentos diante dos desentendimentos


O extremismo nas atitudes, a prepotência em achar que sempre tem razão e que nunca comete erros, tudo isso faz de alguém assim um ditador arrogante.

Em nossas experiências de convívio, encontramos pessoas com diferentes tipos de temperamento, os quais podem ser, algumas vezes, entraves para conciliar nossos objetivos, quando não sabemos lidar com essas particularidades.

Viver a harmonia em nossos relacionamentos é um desafio que não nos faz derrotados, mas tende a nos capacitar no crescimento e na habilidade de equilibrar ou até mesmo de repreender nossos ímpetos em ocasiões em que nos sentimos contestados. Quer seja no trabalho, quer seja na escola ou na família, partilhamos os mesmos ambientes com pessoas de diferentes hábitos e comportamentos. À primeira vista, pode nos parecer impossível um convívio sadio se focarmos nossas atenções apenas nas diferenças.

Para que haja espaço para a paz e o crescimento dos laços da intimidade em nossas convivências, precisamos nos empenhar em nos tornar pessoas fáceis de se lidar. A flexibilidade, a ponderação e, sobretudo, a boa educação devem permitir sempre a abertura para o diálogo, que é o começo de todo entendimento.

O relacionamento sadio acontece também quando conseguimos expressar as nossas opiniões, de modo claro e objetivo, sem ferir ou inferiorizar a outra pessoa. O extremismo nas atitudes, a prepotência em achar que sempre tem razão e que nunca comete erros, tudo isso faz de alguém assim um ditador arrogante. Fazendo-se valer de sua decisão, a pessoa se prende a seus argumentos, reafirmando somente os seus desejos sem, sequer, considerar os demais que a cercam.

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Sabemos que não somos perfeitos; muitas vezes, somos tomados por aquela característica que mais marca o nosso temperamento. Para evitar que uma simples diferença de opinião se transforme numa guerra de nervos, precisamos considerar as razões que levam a outra pessoa a ter um parecer contrário ao nosso; ou que tipo de benefício ela espera obter na defesa dos pontos de vista dela, os quais ainda não conseguimos perceber; e vice-versa. Diante dos desentendimentos, precisamos aprender a nos posicionar e a defender nossos argumentos para que ocorra um diálogo produtivo e eficaz.

A fim de evitar que vivamos repetidamente e de maneira frustrante as mesmas situações em todas as esferas de nossos relacionamentos, precisamos, neste momento, assumir a verdade de que não estamos neste mundo simplesmente para nós mesmos ou para ser só mais um nas pesquisas do senso demográfico.

Temos um objetivo e uma meta a realizar naquilo que assumimos viver e isso poderá se tornar mais fácil ao nos abrirmos para a possibilidade de dar uma resposta diferente, de forma a favorecer relacionamentos duradouros. As grandes conquistas em nossos convívios podem acontecer a partir de pequenas mudanças.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O compromisso com a felicidade do outro


Muitas pessoas se sentem desacreditadas em seus relacionamentos, por não terem aquilo que os contos de fadas ou romances descrevem como a felicidade completa. Tanto para aqueles que vivem um relacionamento ou para outros que esperam vivenciar esse momento, todos têm em comum o desejo de ser feliz… Julgam merecedores da felicidade e, realmente, os são. Entretanto, algumas vezes, correm o risco de antecipar momentos, abreviar etapas ou romper valores, simplesmente, para não deixar vazar pelos dedos das mãos, aquilo que vemos como uma oportunidade de realização de um sonho.

Ouve-se muito dizer que o casamento tira a liberdade da pessoa, que são formalidades que geram custos e que não garantem a união estável do casal. Então, alguns casais de namorados, quando apaixonados – mesmo que o tempo de namoro seja apenas de alguns meses -, assumem morar juntos. Desse modo, aquelas disposições que foram assumidas por nossos pais ou avós – a respeito das fases do envolvimento – em razão da incredulidade dos casais mais “modernos”, as classificam como algo não mais aplicável!

As justificativas para defender a ideia de morar com a (o) namorada (o) são muitas. Dentre elas, existem aquelas que esperaram o favorecimento das condições para a oficialização do casamento. Outros casais acreditam que morar junto, possa ser uma forma, mais confortável, de identificar se vai dar certo a convivência com a (o) namorada (o), além de gozar dos privilégios da vida a dois.

Há também aquelas pessoas que após tal experiência, não têm intenção de repeti-la. Pois, dessas, acabaram saindo frustradas ao perceber que apesar de estar vivendo sob o mesmo teto, seu parceiro ainda se comportava como alguém “solteiro (a)”. Não será difícil encontrar relatos de pessoas dizendo que foi um período no qual foram apenas um colega de quarto, com quem dividia as despesas, cuidava de suas roupas, alimentação etc…. E, aqueles momentos de uma felicidade avassaladora – que foi motivo para a tomada de decisão de viver juntos – , esvaziou-se, com a falta de comprometimento com aquilo que foi, anteriormente, objeto dos planos do casal.
A dúvida sobre o verdadeiro sentimento que sentia pelo outro ou a deterioração do mesmo, fizeram com que o relacionamento durasse apenas o período de uma estação ou enquanto ardia o fogo da paixão.

Desses amores “doloridos”, as pessoas reclamam de não ter vivido a sensação de sentir-se importante para a outra pessoa.
Se os namorados foram capazes de calar o clamor dos hormônios, que diziam ser a “química da relação”, eles não conseguiram alimentar o desejo daquela pessoa que ansiava encontrar alguém que seria o seu complemento.
Infelizmente, tal situação também é vivida com aqueles que assumiram o sacramento conjugal. Entretanto, percebe-se que a falta de interesse em retomar o relacionamento, diante de uma crise, é maior entre aqueles que assumiram viver como “namoridos”.

Na vivência do sacramento do matrimônio vamos aprendendo que somos o canal que promove a felicidade do outro. Isto é, a maneira como nos comportamos e agimos nessa empreitada de vida comum, é que trará aos resultados daquilo que almejamos para o compromisso a dois. Assim, as atitudes no dia a dia, e as manobras para vencermos os obstáculos comum do desafio conjugal, precisa ter como foco o bem estar da outra pessoa.

Contudo, muitos casais não querem seguir as primícias estabelecidas de um relacionamento a dois. Mesmo que tenham uma vaga idéia sobre a vida comum, insistem em viver seus caprichos, e o compromisso com a felicidade, muitas vezes, fica preso na condição do egoismo, da autorealização e muito longe do vínculo com a pessoa que se diz amar.

Um abraço

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Os Efeitos da Fofoca


Da mesma maneira que a lenha é combustível para o fogo, aquele que dá ouvidos aos mexericos alimenta uma tendência que pode provocar as discórdias.

Já sofremos muitas vezes com os efeitos malévolos da fofoca em nossos relacionamentos.
Muito longe de um diálogo, certos comentários rompem com qualquer possibilidade de entendimento, pois nunca acontecem na presença da pessoa de quem se fala. Quase sempre as observações feitas nesta conversa acontecem em tom de maldade e exageros, sobre uma verdade distorcida, a qual, as pessoas se julgam capazes de dar soluções para a vida de outros.
Seja por conta de um problema que alguém está vivendo momentaneamente ou até mesmo pelo sucesso em seus empreendimentos, sempre haverá alguém desejoso (a) em fazer suas especulações.
Assim, no propósito de “fazer apenas um comentário”, a conversa termina estabelecendo conceitos nada edificadores a respeito de quem não pode se defender.

A fofoca age como uma praga e se espalha rapidamente entre as pessoas dentro de nossos relacionamentos. Da mesma maneira que a lenha é combustível para o fogo, aquele que dá ouvidos aos mexericos alimenta uma tendência que pode provocar as discórdias entre aqueles com quem até pouco tempo conviviam.
Quem se presta a esse tipo de serviço, certamente conta com a sua credibilidade para reforçar aquilo que se tem interesse em divulgar. E um fator que torna este tipo de conversa ainda mais prejudicial é a maneira como o fato é transmitido, pois cada pessoa ao fazer seu comentário a um terceiro, agrega elementos que ofuscam ou desvirtuam a verdade.

As reuniões familiares, que têm como proposta a confraternização e a aproximação entre os parentes, podem da mesma maneira ser palco para situações nada agradáveis.
Dessa forma, a fim de evitar maiores constrangimentos, precisamos estar atentos sobre aquilo que queremos partilhar, pois, quando nos envolvemos em determinados assuntos, tornamo-nos também responsáveis por aquilo que falamos.
Algumas pessoas, não contentes em falar da vida de outrem, ainda se comprometem em divulgar a notícia, segundo as suas próprias deduções. Em uma atmosfera onde a ponderação nas palavras corre, muitas vezes, às margens da maledicência, não será difícil de acontecer os cismas e as indiferenças entre parentes. Entretanto, quando as consequências de um comentário infeliz ganham grandes proporções, raramente, essas pessoas que promoveram as injúrias serão capazes de assumir a responsabilidade sobre aquilo que foi falado, esquivando-se sorrateiramente ou em outros casos, simplesmente, procuram se afastar de quem ela própria ajudou caluniar.

O restabelecimento da amizade provocado pelos abalos de uma fofoca em nossas relações, poderá ser possível após a pessoa reconhecer os males provocados na vida do outro. Por meio da reconciliação, a reaproximação poderá acontecer a partir das atividades que eram vividas em comum. Todavia, há situações que a prudência nos ensina a manter somente a cordialidade da boa educação, sem grandes intimidades; especialmente, se percebemos que os vícios acima citados ainda existem como sinal da personalidade de pessoas, as quais, ainda não aprenderam a dominar a própria língua.

Podemos conversar sobre tudo e sobre todos, apenas tomando o cuidado de identificar se a pauta da nossa conversa tem a intenção de erguer, denegrir ou apenas de expor a intimidade da vida de alguém que se encontra sufocado por uma situação delicada.
Se há, verdadeiramente, uma intenção de ajudar o nosso próximo que está com problemas, a pessoa mais indicada para você apresentar sua opinião ou conselho – e de maneira reservada – é aquela cujo o (a) fofoqueiro (a) faz uso para ter assunto em suas conversas.

Um abraço

Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco
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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O compromisso com a felicidade do outro


Muitas pessoas se sentem desacreditadas em seus relacionamentos, por não terem aquilo que os contos de fadas ou romances descrevem como a felicidade completa. Tanto para aqueles que vivem um relacionamento ou para outros que esperam vivenciar esse momento, todos têm em comum o desejo de ser feliz… Julgam merecedores da felicidade e, realmente, os são. Entretanto, algumas vezes, correm o risco de antecipar momentos, abreviar etapas ou romper valores, simplesmente, para não deixar vazar pelos dedos das mãos, aquilo que vemos como uma oportunidade de realização de um sonho.

Ouve-se muito dizer que o casamento tira a liberdade da pessoa, que são formalidades que geram custos e que não garantem a união estável do casal. Então, alguns casais de namorados, quando apaixonados – mesmo que o tempo de namoro seja apenas de alguns meses -, assumem morar juntos. Desse modo, aquelas disposições que foram assumidas por nossos pais ou avós – a respeito das fases do envolvimento – em razão da incredulidade dos casais mais “modernos”, as classificam como algo não mais aplicável!

As justificativas para defender a ideia de morar com a (o) namorada (o) são muitas. Dentre elas, existem aquelas que esperaram o favorecimento das condições para a oficialização do casamento. Outros casais acreditam que morar junto, possa ser uma forma, mais confortável, de identificar se vai dar certo a convivência com a (o) namorada (o), além de gozar dos privilégios da vida a dois.

Há também aquelas pessoas que após tal experiência, não têm intenção de repeti-la. Pois, dessas, acabaram saindo frustradas ao perceber que apesar de estar vivendo sob o mesmo teto, seu parceiro ainda se comportava como alguém “solteiro (a)”. Não será difícil encontrar relatos de pessoas dizendo que foi um período no qual foram apenas um colega de quarto, com quem dividia as despesas, cuidava de suas roupas, alimentação etc…. E, aqueles momentos de uma felicidade avassaladora – que foi motivo para a tomada de decisão de viver juntos – , esvaziou-se, com a falta de comprometimento com aquilo que foi, anteriormente, objeto dos planos do casal.
A dúvida sobre o verdadeiro sentimento que sentia pelo outro ou a deterioração do mesmo, fizeram com que o relacionamento durasse apenas o período de uma estação ou enquanto ardia o fogo da paixão.

Desses amores “doloridos”, as pessoas reclamam de não ter vivido a sensação de sentir-se importante para a outra pessoa.
Se os namorados foram capazes de calar o clamor dos hormônios, que diziam ser a “química da relação”, eles não conseguiram alimentar o desejo daquela pessoa que ansiava encontrar alguém que seria o seu complemento.
Infelizmente, tal situação também é vivida com aqueles que assumiram o sacramento conjugal. Entretanto, percebe-se que a falta de interesse em retomar o relacionamento, diante de uma crise, é maior entre aqueles que assumiram viver como “namoridos”.

Na vivência do sacramento do matrimônio vamos aprendendo que somos o canal que promove a felicidade do outro. Isto é, a maneira como nos comportamos e agimos nessa empreitada de vida comum, é que trará aos resultados daquilo que almejamos para o compromisso a dois. Assim, as atitudes no dia a dia, e as manobras para vencermos os obstáculos comum do desafio conjugal, precisa ter como foco o bem estar da outra pessoa.

Contudo, muitos casais não querem seguir as primícias estabelecidas de um relacionamento a dois. Mesmo que tenham uma vaga idéia sobre a vida comum, insistem em viver seus caprichos, e o compromisso com a felicidade, muitas vezes, fica preso na condição do egoismo, da autorealização e muito longe do vínculo com a pessoa que se diz amar.

Um abraço

Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos um ótimo Dia.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Comunicação pobre, relacionamento vazio


Num convívio em que a comunicação entre as pessoas é pobre, os vínculos facilmente se enfraquecem e favorecem a desconfiança.

Encontrar a pessoa certa – que corresponda exatamente a tudo aquilo que gostamos e que entenda perfeitamente nossos sentimentos diante de uma situação contrária – pode parecer ideal, mas pouco provável.
Cada indivíduo tem uma resposta diferente para determinada situação. Conhecer nossos limites e controlar as fraquezas de nossos temperamentos pode ser a “pitada” certa para dar equilíbrio aos nossos relacionamentos.

Muitas vezes, dentro do convívio do casal, vai acontecer algo que nos tire do sério. Nessas horas, as circunstâncias podem nos levar a atitudes tempestivas, as quais trarão à tona um comportamento pouco conhecido pelo nosso cônjuge. Por isso, saber que ninguém é um “super-homem” em virtudes ou uma “mulher maravilha” em compreensão nos permite conhecer as “misérias” do outro; e isso faz parte dos desafios de uma vida a dois.

Na partilha das realidades da vida conjugal percebemos as particularidades de temperamentos do cônjuge. Frequentemente, ouvimos alguém dizer que, por medo das reações do outro diante de certa circunstância, preferiu se calar em vez de expor suas idéias e reivindicações em prol da harmonia desejada.
Há pessoas que lidam mais facilmente com os desafios; outras são mais racionais ou têm facilidade para assumir a liderança das coisas, e assim por diante. Entretanto, ninguém é puramente virtude, pois também trazemos conosco nossos defeitos. Entendendo que um relacionamento acontece numa “via de mão dupla”, precisamos estar atentos para não exigir do outro somente atitudes de perfeição, quando reconhecemos em nós mesmos defeitos, os quais podem ser corrigidos com a disposição em sermos melhores por causa do outro.

Nosso cônjuge é a pessoa mais indicada para apontar aquilo em que precisamos nos empenhar a fim de melhorar nosso temperamento; o que, consequentemente, acaba refletindo no convívio a dois.
Não é nada agradável ouvir que cometemos um engano nisso ou naquilo, especialmente de quem amamos; afinal, nosso próprio conceito é de ser alguém irrepreensível. No entanto, um bom relacionamento traz sinais de sucesso quando o casal se dispõe a viver a honestidade, sobretudo, de maneira respeitosa na franqueza dos diálogos. As atitudes defensivas ou a recusa de conversar sobre aquilo que o outro julga importante dizer em nada ajudará no crescimento dos laços entre os casais.

Num convívio em que a comunicação entre as pessoas é pobre, os vínculos facilmente se enfraquecem e favorecem a desconfiança e a falta de respeito; atropelando, quase sempre, o direito e a integridade do outro. Situações mal resolvidas apenas tornam nosso convívio frio.
Antes mesmo que escoem pelos ralos os anos de amizade e comprometimento, a melhor atitude é falar sobre aquilo que parece não estar indo bem, a fim de encontrar uma saída, juntos, para uma situação que está tirando a paz no convívio.

Quando podemos contar com o interesse e a disposição do outro para nos ajudar a equacionar os impasses, a solução não parece ser tão impossível quanto demonstravam ser num primeiro instante. Assim, juntos e com a boa vontade de quem quer nutrir o amor, conseguiremos nos moldar às necessidades do outro para o comum do novo estado de vida, para o qual somos impelidos a viver.

Um abraço,


Dado Moura
Meus amigos(as) desejo a todos um ótimo Dia.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco


quinta-feira, 26 de junho de 2014

O compromisso com a felicidade do outro


Muitas pessoas se sentem desacreditadas em seus relacionamentos, por não terem aquilo que os contos de fadas ou romances descrevem como a felicidade completa. Tanto para aqueles que vivem um relacionamento ou para outros que esperam vivenciar esse momento, todos têm em comum o desejo de ser feliz… Julgam merecedores da felicidade e, realmente, os são. Entretanto, algumas vezes, correm o risco de antecipar momentos, abreviar etapas ou romper valores, simplesmente, para não deixar vazar pelos dedos das mãos, aquilo que vemos como uma oportunidade de realização de um sonho.

Ouve-se muito dizer que o casamento tira a liberdade da pessoa, que são formalidades que geram custos e que não garantem a união estável do casal. Então, alguns casais de namorados, quando apaixonados – mesmo que o tempo de namoro seja apenas de alguns meses -, assumem morar juntos. Desse modo, aquelas disposições que foram assumidas por nossos pais ou avós – a respeito das fases do envolvimento – em razão da incredulidade dos casais mais “modernos”, as classificam como algo não mais aplicável!

As justificativas para defender a ideia de morar com a (o) namorada (o) são muitas. Dentre elas, existem aquelas que esperaram o favorecimento das condições para a oficialização do casamento. Outros casais acreditam que morar junto, possa ser uma forma, mais confortável, de identificar se vai dar certo a convivência com a (o) namorada (o), além de gozar dos privilégios da vida a dois.

Há também aquelas pessoas que após tal experiência, não têm intenção de repeti-la. Pois, dessas, acabaram saindo frustradas ao perceber que apesar de estar vivendo sob o mesmo teto, seu parceiro ainda se comportava como alguém “solteiro (a)”. Não será difícil encontrar relatos de pessoas dizendo que foi um período no qual foram apenas um colega de quarto, com quem dividia as despesas, cuidava de suas roupas, alimentação etc…. E, aqueles momentos de uma felicidade avassaladora – que foi motivo para a tomada de decisão de viver juntos – , esvaziou-se, com a falta de comprometimento com aquilo que foi, anteriormente, objeto dos planos do casal.
A dúvida sobre o verdadeiro sentimento que sentia pelo outro ou a deterioração do mesmo, fizeram com que o relacionamento durasse apenas o período de uma estação ou enquanto ardia o fogo da paixão.

Desses amores “doloridos”, as pessoas reclamam de não ter vivido a sensação de sentir-se importante para a outra pessoa.
Se os namorados foram capazes de calar o clamor dos hormônios, que diziam ser a “química da relação”, eles não conseguiram alimentar o desejo daquela pessoa que ansiava encontrar alguém que seria o seu complemento.
Infelizmente, tal situação também é vivida com aqueles que assumiram o sacramento conjugal. Entretanto, percebe-se que a falta de interesse em retomar o relacionamento, diante de uma crise, é maior entre aqueles que assumiram viver como “namoridos”.

Na vivência do sacramento do matrimônio vamos aprendendo que somos o canal que promove a felicidade do outro. Isto é, a maneira como nos comportamos e agimos nessa empreitada de vida comum, é que trará aos resultados daquilo que almejamos para o compromisso a dois. Assim, as atitudes no dia a dia, e as manobras para vencermos os obstáculos comum do desafio conjugal, precisa ter como foco o bem estar da outra pessoa.

Contudo, muitos casais não querem seguir as primícias estabelecidas de um relacionamento a dois. Mesmo que tenham uma vaga idéia sobre a vida comum, insistem em viver seus caprichos, e o compromisso com a felicidade, muitas vezes, fica preso na condição do egoismo, da autorealização e muito longe do vínculo com a pessoa que se diz amar.

Um abraço

Dado Moura
Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

sábado, 5 de abril de 2014

Ciúme: O Veneno dos Relacionamentos


Algumas vezes, sem que possamos perceber, cresce no nosso interior, a partir de um ressentimento ou de uma suposta rivalidade, o sentimento de ciúme. Isto oprime a harmonia e a saúde de nossos relacionamentos.

O ciúme é um sentimento que nos faz sentir incomodados com certas situações que anteriormente eram insignificantes, como, por exemplo, a atenção de um namorado para com a namorada, a beleza de uma amizade, o cuidado de um pai para com um filho, o sucesso profissional de um colega ou o reconhecimento de suas habilidades em determinada função, etc.

Uma insatisfação, aparentemente sem motivos, toma conta da pessoa que acredita, ainda que não seja verdade, estar perdendo a atenção e o carinho. Supõe não ter as mesmas chances que seu irmão, parente ou colega.

Quando o ciúme toca os relacionamentos, qualquer coisa poderá ser motivo para alimentar um espírito de competição e de disputa. Com isso, a pessoa que era dócil, compreensiva e companheira, torna-se áspera, agressiva nas respostas e pouco solícita. Isto, certamente poderá destruir uma convivência que anteriormente era saudável. Entretanto, se questionada, essa pessoa prontamente justificará seu comportamento com outras respostas. Dificilmente admitirá sentimento de ciúme.

Ao alcance dos tentáculos do sentimento de ciúme poderá estar nossas famílias.
Este “micróbio” tentará se instalar, contaminar e matar a amizade que deveria ser eterna entre os parentes. Não é difícil se notar a disputa discreta ou as provocações sem sentido entre os irmãos por coisas sem importância.
Penso que tal sentimento poderá surgir quando a pessoa envolvida por um medo equivocado, acredita ser menos amada, não ter a mesma preferência de antes ou suspeita da possibilidade de ser privada daquilo que valoriza profundamente.

Algumas situações poderão se tornar mais crônicas quando, em meio a todas as supostas verdades, se encontra a desconfiança da honestidade de quem amamos. Trabalhando em nossa imaginação, o ciúme nos faz criar situações que não existem; deduzimos coisas que vemos apenas nos filmes da nossa mente.

Infelizmente, por essas atitudes, estará instalada em nossos relacionamentos a grande sombra da inquietação, potencializada pela insegurança que insistirá em assombrar a nossa paz de espírito.
Outras pessoas, mergulhadas em suas equivocadas convicções ou tomadas pelo pavor de experimentar o suposto abandono, chegam ao limite de privar a quem se ama do direito da vida.

O amor verdadeiro traz a cumplicidade e o compromisso pela felicidade mútua.
Ainda que possamos sentir, em alguns momentos, uma pequena dose de ciúmes, é necessário aprender a lidar com as nossas inseguranças. À medida que vamos conquistando a autoconfiança, o respeito pelo espaço do outro, estaremos também cultivando a saúde dos nossos relacionamentos.

Todo aquele que se dispõe a amar e a viver um bom relacionamento, zela pelos cuidados necessários para a sadia convivência com a pessoa amada. E isso não faz do outro objeto de sua pertença. Por mais que amemos a pessoa ao nosso lado, não temos o direito de posse da sua liberdade.


Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

sábado, 29 de março de 2014

Mentira, o germe que corrompe os laços


Embora não devesse ser comum, a atitude de esconder ou distorcer uma verdade acontece nos negócios, na política e, infelizmente, muitas vezes, também, entre pessoas cujo compromisso deveria estar fundamentado na transparência e na verdade. Muitos podem ser os motivos que levam alguém a usar da mentira como justificativa. Por mais inocente que esta possa aparentar, aquele que faz uso dela sabe perfeitamente sobre seus efeitos colaterais quando descobertos. Quase sempre, as consequências poderão ser maiores do que se imagina, gerando desconfiança e má fama.

Como todo vício, o ato de mentir se torna cada vez mais presente na vida daqueles que mal conseguem contar um fato sem acrescentar ou distorcer os detalhes sobre os acontecimentos. A pessoa se sente impelida a mentir até nos assuntos mais corriqueiros, e não faltará um acréscimo falso em seus argumentos.
Na verdade, a intenção de quem traz esse mau hábito está em tirar algum tipo de proveito, seja manipulando uma informação que lhe possa ser favorável, seja, simplesmente, atraindo a atenção se passando por alguém muito “antenado”.

Nas conversas, acreditando tornar o assunto mais interessante ou na tentativa de ser mais convincente no relato, uma pitadinha de mentira sempre será aplicada.
Diz o ditado popular que a mentira tem pernas curtas. Noutros tempos, tal ditado até poderia ser um artifício para alguém que se sentisse seduzido pelo desejo de “maquiar” a verdade. Certamente, essas palavras tinham a intenção de evitar a popularidade da mentira. Mas quem de nós já não lançou mão de uma falsa verdade?

Se, hoje, isso não acontece mais, podemos nos lembrar do tempo de criança, quando, para evitar as consequências de uma travessura, já usávamos da pouca capacidade infantil para manipular a verdade.
À medida que fomos crescendo, esses artifícios de convencimento, ou seja, a mentira, potencializaram-se por várias ocasiões e foram adquirindo sinônimos, como “mentirinha santa”, “meia verdade”, “mentir por uma boa causa”, entre outros… E a maior dificuldade para aquele que mente é contar sempre a mesma história a fim de não cair em contradição quando questionado.

Percebemos que a credibilidade de determinado político não é alta, porque seus eleitores pouco a pouco foram se decepcionando com suas mentiras e dissimulações.
Seja entre amigos, namorados ou casais precisamos sempre trabalhar pela manutenção da verdade, pois os mesmos efeitos maléficos desse vício também podem acontecer dentro desses relacionamentos.

Para aquele que é habituado a incrementar ou distorcer um fato, a melhor prática de se corrigir será a de limitar-se apenas a comentar o essencial sobre o assunto; sem procurar ser “o mais bem informado”, o privilegiado ou favorecer-se de qualquer tipo de vantagem, a partir desse tipo de manipulação [da verdade]. Para alguns casos, em que o hábito da dissimulação é constante, talvez seja necessário procurar por ajuda de um profissional, pois algo muito sério pode estar acontecendo na personalidade dessa pessoa.

Não há nada que seja feito às escondidas que não será revelado na luz. Aquele que procura distorcer uma verdade, alega quase sempre que os fins justificam os meios. Contudo, o grande problema da mentira está na decepção causada naquele que depositava franca confiança no mentiroso; e tudo aquilo que poderia ser de mais sagrado num relacionamento se rompe quando a verdade deixa de ser importante entre as pessoas.
Precisamos estar atentos para que o costume de trair a verdade não venha a se aninhar em nossos comportamentos.

Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos um ótimo Dia.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

terça-feira, 18 de março de 2014

Quero Sumir do Mapa


Há momentos em que – se houvesse uma estrada que levasse para lugar nenhum –, sem dúvida, estaríamos viajando por ela. Justificativas não nos faltariam. Muitas vezes, achamos que ninguém tem paciência conosco, que estão sempre a nos cobrar alguma coisa e que são todos chatos.

Podemos pensar que não temos amigos fiéis; o namoro não progride; os relacionamentos familiares se tornaram delicados e instáveis, e que na escola ou faculdade nos falta estímulo. Quem dera se, em tais situações, pudéssemos “derreter”… Temos a impressão de que o mundo ruiu ou que o “cano da descarga” está sobre nossa cabeça. Parece que os amigos e as pessoas mais próximas se afastaram.

Que “ave de mau agouro” posou sobre nossos ombros, trazendo tanta coisa ruim?
Influenciados por essa sensação de injustiças e incompreensão, não percebemos o nosso próprio comportamento, que, lentamente, poderia ter se transformado. A começar por nossas conversas, por menores que sejam esses momentos, o teor do diálogo sempre se esbarra nas críticas, lamúrias, etc. Talvez, se tivéssemos a capacidade de julgar alguma coisa, o mundo estaria condenado pelas injustiças das quais achamos ter sido vítimas.

Entretanto, se o mundo não está bom é porque eu não estou melhor! Pode ser que todo esse sentimento negativo seja o resultado do nosso próprio temperamento. Sem perceber, podemos ter nos transformado em pessoas inflexíveis e irredutíveis aos novos conceitos. É difícil aceitar essa idéia, mas ninguém gosta de estar junto de alguém que considera somente suas idéias válidas, sua opinião é a que deverá ser acolhida, sempre tem a razão… Amigos, namorados, vizinhos e outras pessoas que puderem se afastar de tais pessoas, seguramente o farão, reservando-se manter poucos contatos. Outras, com as quais os vínculos de responsabilidade são mais profundos, poderão apenas se tolerar.

De nossa parte, que nos sentimos injustiçados, cabe a retomada da vida com a coragem de admitir a necessidade de mudança, esforçando-nos para que sejamos diferentes a partir de uma profunda e honesta reflexão. Essas mudanças podem ser pequenas, mas de grande impacto; como, por exemplo, a disponibilidade do sorriso, a docilidade e presteza em ajudar, e se necessário for, o empenho em buscar a convivência, mesmo que possa nos exigir um esforço sobrenatural.

Por melhores que sejam os momentos já vividos, não estamos isentos de outros amargos. Contudo, esses momentos de retomada de consciência acontecem quando temos a capacidade de processar e assimilar essa situação; muito embora, ao fazê-lo, tenhamos a impressão de que não seremos capazes de sobreviver no dia seguinte. As pequenas mudanças ocorridas em nossas vidas, certamente serão refletidas em nosso convívio social e, de maneira muito especial, em nossa família.

Abraços a todos,

Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

O Desafio de Recomeçar a Cada Dia


Diante dos eventos inesperados que surgem em nossas relações, vamos aprender, a partir deles, encontrar soluções, crescer e amadurecer dentro de nossos relacionamentos.

Ao longo de nossos convívios, vamos percebendo que infelizmente não temos o controle das coisas nem a onisciência de que gostaríamos. E assim como o futuro não poupa em surpreender a outros com suas lições, também não deixará de nos ensinar.
Para superar cada momento que surgirá à nossa frente, precisaremos ter a coragem de aceitar e viver a proposta de dar um passo a frente; no sentido de romper nossos limites. De fato, num primeiro instante, podemos ter a impressão de que o nosso problema é o maior de todos e que é a pior coisa que poderia ter nos acontecido.
Seria interessante se como num passe de mágica fosse possível, para nós, sairmos do problema, como alguém que tivesse despertado de um grande pesadelo. Se isso fosse possível, quem de nós não gostaria de ter tais poderes?

Diante dos eventos inesperados que surgem em nossas relações, vamos aprender, a partir deles, encontrar soluções, crescer e amadurecer dentro de nossos relacionamentos.
É bom saber que crise alguma duram para sempre, tampouco são inédita. E para o nosso conforto emocional, de alguma forma, sempre haverá, perto de nós, alguém que já tenha vivido uma história tão delicada quanto a nossa e, enfrentado situações semelhantes que apesar de toda dificuldade do momento, conseguiram encontrar soluções alternativas, fazendo dessa experiência uma lição de vida.

Isso não significa que os procedimentos que alguém tenha tomado para resolver um impasse seja exatamente àquilo que precisaremos fazer.
As pessoas são diferentes, trazem hábitos e comportamentos próprios. Assim, aqueles procedimentos que foram assumidos por outras pessoas em suas dificuldades, poderão nos servir, por muitas vezes, apenas como pistas para uma das alternativas que podemos assumir diante do nosso problema particular.

Alguns países se tornaram fortes financeiramente, após uma retomada diante da recessão econômica que os assolavam… O mesmo acontece em nossas vidas. Quando nos colocamos dispostos a solucionar um impasse dentro de nossos relacionamentos, também sairemos mais experientes, especialmente quando nos propomos evitar aquelas atitudes que foram causadoras dos atritos.

Conseguiremos superar as crises de maneira mais fácil quando o outro nos ajuda.
O bom entrosamento em nossos relacionamentos cresce à medida que as pessoas se dispõem a nutri-los com respostas de outros pequenos gestos de reciprocidade. Isto é: voltar a impressionar; tornar real as promessas, manifestar mudanças, recobrar as lembranças de outros tempos em que o casal sempre se antecipava no zelo para com o outro.

No entanto, quem insiste em fechar-se no seu egoísmo, nos seus modos e em suas verdades, certamente, já deve ter percebido a superficialidade e a frieza do tratamento recebido. Infelizmente, o final dessa historia nunca será feliz.
O sentimento que nos faz comprometer com o outro a cada dia têm de estar arraigado no amor. Este, somente morrerá se não for alimentado pelo casal.

Um abraço!

Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

Quero Sumir do Mapa


Há momentos em que – se houvesse uma estrada que levasse para lugar nenhum –, sem dúvida, estaríamos viajando por ela. Justificativas não nos faltariam. Muitas vezes, achamos que ninguém tem paciência conosco, que estão sempre a nos cobrar alguma coisa e que são todos chatos.

Podemos pensar que não temos amigos fiéis; o namoro não progride; os relacionamentos familiares se tornaram delicados e instáveis, e que na escola ou faculdade nos falta estímulo. Quem dera se, em tais situações, pudéssemos “derreter”… Temos a impressão de que o mundo ruiu ou que o “cano da descarga” está sobre nossa cabeça. Parece que os amigos e as pessoas mais próximas se afastaram.

Que “ave de mau agouro” posou sobre nossos ombros, trazendo tanta coisa ruim?
Influenciados por essa sensação de injustiças e incompreensão, não percebemos o nosso próprio comportamento, que, lentamente, poderia ter se transformado. A começar por nossas conversas, por menores que sejam esses momentos, o teor do diálogo sempre se esbarra nas críticas, lamúrias, etc. Talvez, se tivéssemos a capacidade de julgar alguma coisa, o mundo estaria condenado pelas injustiças das quais achamos ter sido vítimas.

Entretanto, se o mundo não está bom é porque eu não estou melhor! Pode ser que todo esse sentimento negativo seja o resultado do nosso próprio temperamento. Sem perceber, podemos ter nos transformado em pessoas inflexíveis e irredutíveis aos novos conceitos. É difícil aceitar essa idéia, mas ninguém gosta de estar junto de alguém que considera somente suas idéias válidas, sua opinião é a que deverá ser acolhida, sempre tem a razão… Amigos, namorados, vizinhos e outras pessoas que puderem se afastar de tais pessoas, seguramente o farão, reservando-se manter poucos contatos. Outras, com as quais os vínculos de responsabilidade são mais profundos, poderão apenas se tolerar.

De nossa parte, que nos sentimos injustiçados, cabe a retomada da vida com a coragem de admitir a necessidade de mudança, esforçando-nos para que sejamos diferentes a partir de uma profunda e honesta reflexão. Essas mudanças podem ser pequenas, mas de grande impacto; como, por exemplo, a disponibilidade do sorriso, a docilidade e presteza em ajudar, e se necessário for, o empenho em buscar a convivência, mesmo que possa nos exigir um esforço sobrenatural.

Por melhores que sejam os momentos já vividos, não estamos isentos de outros amargos. Contudo, esses momentos de retomada de consciência acontecem quando temos a capacidade de processar e assimilar essa situação; muito embora, ao fazê-lo, tenhamos a impressão de que não seremos capazes de sobreviver no dia seguinte. As pequenas mudanças ocorridas em nossas vidas, certamente serão refletidas em nosso convívio social e, de maneira muito especial, em nossa família.

Abraços a todos,

Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Noite.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

segunda-feira, 17 de março de 2014

Insegurança, o desafio nosso de cada dia


O inseguro se torna facilmente influenciado por outras pessoas, pois dessas, ele espera, na verdade, a validação de seus atos.

Quando éramos apenas crianças, nossos pais assumiam a frente daquilo que precisávamos fazer. Eles eram nossos tutores e em todas as nossas necessidades ou dúvidas nós recorríamos a eles.
Hoje, muitas vezes, hesitamos diante de uma situação quando queremos nos arriscar em algo novo.

Seja numa troca de emprego ou numa nova atividade profissional, seja na compra de uma casa ou em qualquer outra situação, que possa acarretar uma escolha definitiva, nossos temores certamente vão aflorar. Com isso, a preocupação e o medo de perder aquilo que já foi conquistado impedem a pessoa de viver uma nova experiência.

Quando consideramos algum tipo de mudança em nossa vida significa que não nos sentimos completamente felizes na condição atual. A falta de perspectiva ou algum outro tipo de insatisfação nos levam a cogitar a possibilidade de sair da comodidade que vínhamos vivendo. Mas, ainda assim, a nossa insegurança nos prende àquilo com o que estávamos acostumados ou nos fazia nos sentir seguros.

Dentro de um relacionamento, alguém inseguro nunca se sente confortável, pois o temor constante de perder a quem conquistou faz com que ele acabe tentando controlar, acirradamente, os passos de quem ama. Entretanto, há quem viva no extremo desse mal e, da sua insegurança exacerbada, nutre o ciúme. Na tentativa de proteger-se daquilo que assombra seus pensamentos, a pessoa insegura formula para a outra com quem se relaciona quase que um inquérito se a vê conversando com alguém ou se, por um contratempo, o encontro agendado é cancelado ou simplesmente adiado.

Acredito que todos nós, em vários momentos, já sentimos os efeitos da falta de segurança. Embora conheçamos o nosso potencial para realizar algo novo, sempre nos pegamos avaliando as possibilidades dos acontecimentos, caso estes não atinjam o resultado esperado. Pois, sabemos que, de alguma maneira, todas as nossas atitudes acabam apontando para um novo direcionamento de nossa vida. Diante das incertezas ou do conhecimento sobre as consequências de uma ação o medo nos freia.

Uma pessoa insegura se torna facilmente influenciada por outras por esperar delas a validação de seus atos. A insegurança talvez seja um dos maiores desafios que precisamos lutar para controlar.

Podemos nos aconselhar com pessoas mais experientes sobre determinado assunto, ou até mesmo saber a opinião daquele com quem nos relacionamos sobre nossos objetivos, mas cabe a nós assumirmos as responsabilidades dos compromissos que queremos abraçar.

A confiança é um processo gradual e lento que vem acompanhada do amadurecimento. Precisamos trabalhar para conquistá-la, pois é com essa virtude que aprenderemos a enfrentar os desafios impostos pela vida.

Um abraço,

Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos uma ótima Tarde.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Comunicação pobre, relacionamento vazio

Num convívio em que a comunicação entre as pessoas é pobre, os vínculos facilmente se enfraquecem e favorecem a desconfiança.

Encontrar a pessoa certa – que corresponda exatamente a tudo aquilo que gostamos e que entenda perfeitamente nossos sentimentos diante de uma situação contrária – pode parecer ideal, mas pouco provável.
Cada indivíduo tem uma resposta diferente para determinada situação. Conhecer nossos limites e controlar as fraquezas de nossos temperamentos pode ser a “pitada” certa para dar equilíbrio aos nossos relacionamentos.

Muitas vezes, dentro do convívio do casal, vai acontecer algo que nos tire do sério. Nessas horas, as circunstâncias podem nos levar a atitudes tempestivas, as quais trarão à tona um comportamento pouco conhecido pelo nosso cônjuge. Por isso, saber que ninguém é um “super-homem” em virtudes ou uma “mulher maravilha” em compreensão nos permite conhecer as “misérias” do outro; e isso faz parte dos desafios de uma vida a dois.

Na partilha das realidades da vida conjugal percebemos as particularidades de temperamentos do cônjuge. Frequentemente, ouvimos alguém dizer que, por medo das reações do outro diante de certa circunstância, preferiu se calar em vez de expor suas idéias e reivindicações em prol da harmonia desejada.
Há pessoas que lidam mais facilmente com os desafios; outras são mais racionais ou têm facilidade para assumir a liderança das coisas, e assim por diante. Entretanto, ninguém é puramente virtude, pois também trazemos conosco nossos defeitos. Entendendo que um relacionamento acontece numa “via de mão dupla”, precisamos estar atentos para não exigir do outro somente atitudes de perfeição, quando reconhecemos em nós mesmos defeitos, os quais podem ser corrigidos com a disposição em sermos melhores por causa do outro.

Nosso cônjuge é a pessoa mais indicada para apontar aquilo em que precisamos nos empenhar a fim de melhorar nosso temperamento; o que, consequentemente, acaba refletindo no convívio a dois.
Não é nada agradável ouvir que cometemos um engano nisso ou naquilo, especialmente de quem amamos; afinal, nosso próprio conceito é de ser alguém irrepreensível. No entanto, um bom relacionamento traz sinais de sucesso quando o casal se dispõe a viver a honestidade, sobretudo, de maneira respeitosa na franqueza dos diálogos. As atitudes defensivas ou a recusa de conversar sobre aquilo que o outro julga importante dizer em nada ajudará no crescimento dos laços entre os casais.

Num convívio em que a comunicação entre as pessoas é pobre, os vínculos facilmente se enfraquecem e favorecem a desconfiança e a falta de respeito; atropelando, quase sempre, o direito e a integridade do outro. Situações mal resolvidas apenas tornam nosso convívio frio.
Antes mesmo que escoem pelos ralos os anos de amizade e comprometimento, a melhor atitude é falar sobre aquilo que parece não estar indo bem, a fim de encontrar uma saída, juntos, para uma situação que está tirando a paz no convívio.

Quando podemos contar com o interesse e a disposição do outro para nos ajudar a equacionar os impasses, a solução não parece ser tão impossível quanto demonstravam ser num primeiro instante. Assim, juntos e com a boa vontade de quem quer nutrir o amor, conseguiremos nos moldar às necessidades do outro para o comum do novo estado de vida, para o qual somos impelidos a viver.

Um abraço,

Dado Moura
 Meus amigos(as) desejo a todos um ótimo Dia.
Muita Paz para todos.
Força Sempre
Claudio Pacheco